Será?

Quem dita as regras do jogo?

Decidi iniciar minha jornada no Prisma compartilhando uma pergunta que me ocorre quase  diariamente e  me conduziu para a vida que tenho hoje. “Será?”. Constantemente sou posto em situações onde essa questão surge. Será que o resultado do meu último experimento realmente quer dizer isso? Será que o preço do pão francês na padaria do lado da minha casa realmente está caro? Será que a solução para o Brasil é investir na educação? No final das contas, eu não sei. O único agente capaz de dizer se algo realmente é verdadeiro ou não é o tempo. Na minha formação acadêmica fui sempre encorajado a questionar as coisas, sendo este um exercício fundamental para o desenvolvimento do chamado “pensamento científico”, mas questionar o quê exatamente?

Ao questionar algo, comparamos o objeto da nossa dúvida com toda experiência e conhecimentos prévios adquiridos relacionados com a temática geradora da questão em si. Se eu lembro que na padaria do outro quarteirão o preço do pão francês estava ainda mais caro, posso concluir que na padaria do lado da minha casa o preço não é tão absurdo quanto eu pensei, se eu li uma notícia sobre países que investem em educação e esses apresentam índices de desenvolvimento melhores, posso concluir que se fossem criadas mais escolas o Brasil seria um país melhor. Será?


Sentimo-nos seguros ao afirmar que a vida não surge de um monte de roupas sujas, como a teoria da geração espontânea um dia sugeriu, pois hoje dispomos de conhecimento suficiente  para embasar nossa crença. Isso porque uma pessoa, nesse caso Francesco Redi, foi de encontro com essa ideia e provou que larvas não nasciam de carnes  quando estas não eram expostas diretamente ao ambiente, dessa maneira, evitando o contato com as moscas. Este simples experimento deu início a uma série de outros que o confirmaram, provando que o postulado anterior não era correto.

Ao longo da história, dúvidas e verdades foram criadas, algumas perduram até hoje, outras já foram devidamente desacreditadas e esquecidas. Até um tempo atrás era seguro afirmar que mulheres que iam de encontro ao que a Igreja pregava eram bruxas e de que Plutão era um planeta. Talvez daqui a uns 100 anos as pessoas irão acreditar que seus antepassados (nós!) eram um bando de ignorantes por achar que o trabalho de Watson e Crick a respeito do DNA era verdade, só que na real, não passava de um puro engano.

Temos o costume de aceitar como verdade tudo aquilo que um chamado “especialista” diz, simplesmente pelo fato de acharmos que ele entende mais do que nós sobre determinado assunto, porém nos esquecemos de que ele pode estar enganado, ou ainda pior, querendo nos enganar. Por mais triste que isso possa soar, creio que a verdade é refém da sociedade. Verdades e mentiras são construídas por aqueles com o poder para tal. Cada verdade tem seu criador e seu nêmesis: a Igreja, Galileu, Einstein, a Globo… Quem será o próximo? Quem irá ditar as regras desse jogo que constantemente vive mudando? Devemos saber que tudo aquilo que acreditamos pode mudar da noite para o dia, basta alguém com coragem suficiente se opor a chamada “sabedoria convencional”!

O mundo deve ser encarado como algo novo a cada dia, pronto para ser descoberto, desvendado e explorado! Com isso em mente, convido você a se perguntar, “será?” e talvez, você possa mudar as regras do jogo, desta vez…

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