Música Neuronal

A música é uma forma de arte que existe em todas as culturas ao redor do mundo. Ela pode provocar fortes sensações nos seres humanos, como afetar emoções e humor. Essa é apenas uma das razões das pessoas escutarem músicas diariamente.

Para um som ser compreendido por nós, ele percorre um loooooongo caminho (neuronal, ao menos!), como mostrado na figura ao lado. Tudo começa na nossa cóclea, que fica dentro dos nossos ouvidos, passa por algumas regiões do cérebro até chegar no córtex auditório, onde a informação auditiva será interpretada.

Se vários sons forem combinados harmonicamente, temos uma boa música.Uma das principais estruturas da circuitaria neural envolvida na indução e manutenção das emoções é a amígdala. Alguns estudos mostram que ao se ouvir uma música, a amígdala está ativada, ou seja, ela é requerida para esse função.

Mais interessante ainda, a amígdala foi observada ativa tanto em músicas com estímulos positivos, como esse aqui:

ou com estímulos negativos, como essa aqui:

Mas nem só de emoção vive a música.

Assim como todos estímulos positivos, a música ativa circuitos cerebrais específicos, como os implicados em recompensa e experiências de prazer. Estudos mostraram que um estrutura envolvida com esses comportamentos, o estriado ventral, está intimamente ligada quando uma experiência prazerosa está associada a música. O estriado ventral também está ativo em outras situações, como comportamento sexual, consumo de drogas, consumo de chocolate… Todas essas atividades liberam no estriado ventral um um modulador químico, um neurotransmissor. No caso, esse neurotransmissor é a Dopamina. Quando a dopamina é liberada no estriado ventral, ela pode causar uma sensação de prazer intensa. Pense em você na balada quando toca a sua música preferida.

O mais interessante é que a quantidade de dopamina libarada no estriado ventral pode estar relacionada com a qualidade da música que se está ouvido! Trocando em miúdos, quanto melhor o som (ou quanto mais você gostar da música) mais prazeiroso ele se torna!

Gostaria de deixar uma questão: se a música age no mesmo circuito neuronal que drogas e sexo, será que quanto mais intensa (mais alta) a música, a liberação de dopamina seria também maior? Deixem suas impressões nos comentários! (Mas lembre-se que escutar música em volume alto pode fazer mal a sua audição).

Para terminar, vou deixar aqui uma sugestão, seja para emocionar ou para sentir prazer! E de preferência, aumente o som!

 

Referências:

Anatomically distinct dopamina release during anticipation and experience of peak emotion to music. Nat Neurosci. 2011 Feb;14(2):257-62.

Leitura recomendada:

Effects of dopaminergic and subthalamic stimulation on musical performance. J Neural Transm. 2013 May;120(5):755-9.

6 respostas em “Música Neuronal

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