A Ciência pela Arte (2): O ruivo com “soul”

Voltamos ao reino da música nesse novo post sobre a forma que a arte vê a ciência, a música nos dá um vasto leque de opções para trabalhar esse ponto. No post anterior (clique aqui para ler) falei sobre o álbum “Quanta” de Gilberto Gil, neste, falarei especificamente sobre um músico que além de cantar e tocar piano é também humorista, ator, compositor, musicista, diretor, produtor musical e, segundo o seu site, um megastar.

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O australiano Tim Minchin é conhecido por suas músicas críticas que coadunam com as ideias científicas, utilizando da ciência em muitas de suas músicas. Todavia, a maioria das pessoas provavelmente vão o reconhecer do seu papel de ator, com o seu recente papel na última temporada do seriado Californication, fazendo o papel de um roqueiro drogado e viciado em sexo (como a maioria das personagens) e que em um episódio aparece vestido de uma forma bem… Como dizer… Polêmica… É mais fácil mostrar do que explicar:

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Sim, essa foi uma das cenas que Minchin protagonizou em “Californication”… Cartas iradas para a “Showtime” e não para o Prisma.

Tim escreve músicas com um teor racionalista e, muitas vezes, utilizando os argumentos daqueles que vão de encontro ao misticismo e crenças infundadas. Além disso, acrescenta a elas um pouco de ironia, sarcasmo e acidez.

A primeira música de Tim que ouvi foi “Storm”, onde ele trava um embate com uma garota meio hippie, bem relativista. Pouco tempo depois, surgiu na internet uma animação feita para essa música, confira:

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Gostou? O que Tim faz é falar sobre ciência com uma visão de fora da própria ciência, mas compreensível e bem humorada. No final das contas, acaba sendo também um divulgador do pensamento racional, como faz aqui:

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Ou ao inteligentemente brincar com o preconceito e a palavra proibida (“N-word”):

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E, para finalizar, compartilho uma das músicas mais bonitas e honestas sobre as festas natalinas que já ouvi:

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O que Tim Minchin faz é humor crítico e inteligente que é bem popular em alguns lugares, também feito por comediantes de Stand-up como George Carlin. É um humor que gostaria de ver mais gente fazendo. Qualquer dica, escreva nos comentários, vamos compartilhar esses achados.

Huuum, pensando nisso, deu até vontade de compor uma banda de arrocha científico, legal hein? Ah, vai, pode ser de funk também, o que importa é a bagunça. Quem quiser colar… Faz o quadradinho de oito submissões de papers negados pela Science.

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“Veja, John, parece que a diferença entre o Charme e o Funk é estatisticamente significativa.”

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6 respostas em “A Ciência pela Arte (2): O ruivo com “soul”

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