Epidemia de crack? Quem são os usuários? – Por que o crack – Parte 2

Vamos à sequência de posts sobre crack aqui no Prisma Científico! Caso você ainda não tenha lido a Parte 1, acesse aqui.

Epidemia de crack? Há algum tempo ouvimos sobre uma alarmante epidemia do crack. Entretanto, no Brasil até pouco tempo atrás existiam poucos estudos que fossem adequados para se responder a esta pergunta (na verdade, do ponto de visto epidemiológico[1] ainda pode-se dizer que não existem trabalhos com metodologia científica adequada e que permitam afirmar se há ou não uma epidemia de crack). Entenda o motivo!

Efeitos-Do-Crack-Características-Gerais-e-Comparativo-Com-Outras-Drogas Continuar lendo

Por que o Crack? Parte 1 – Qual a droga que mais causa prejuízos?

Você possivelmente já ouviu falar do programa chamado Crack, é possível vencer. Caso não, este é um programa que visa a distribuição de cerca de 4 bilhões de reais em recursos da União para políticas públicas sobre o crack E OUTRAS DROGAS em todo território nacional. Não deixei em caixa alta “e outras drogas” sem querer. Este projeto possui medidas de prevenção, cuidado e autoridade não somente para o crack, mas também para as demais drogas de abuso. Com isso, gostaria de te convidar a refletir um pouco sobre essa ênfase conferida ao crack pelo programa.

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Ciência de Mesa de bar (1)

Estava eu lendo coisas aleatórias quando me deparo com a figura abaixo e me pego encarando-a com uma cara fechada por uns instantes:

Meio confuso tudo isso, né?

Sim, essa figura foi retirada de artigo científico sobre cerveja. Se você, caro leitor do Prisma, é chegado a uma bebida fermentada de cevada, este post é para você. Mas qual a relação entre cerveja e ciência? Pegue seu copo e seu rótulo preferido e descubra no texto abaixo. Continuar lendo

Sobre zumbis e estigma

Não é novidade na história da sociedade contemporânea que uma das abordagens mais utilizadas no “combate” às drogas é o medo. No início dos anos 70, o então presidente dos EUA, Richard Nixon cunhou um termo que se faz presente ainda hoje: A guerra contra as drogas.  Apesar dos exemplos de falhas, suas diretrizes relacionadas à regulamentação e controle das drogas ainda estão enraizadas na política brasileira e de muitos outros países.

Um local de forte interesse daqueles envolvidos nessa guerra é a propaganda. Através desse veículo a mensagem de um determinado grupo pode atingir milhares de pessoas em uma área muito abrangente. Se a propaganda for de boa qualidade, mais pessoas podem se interessar pelo produto que ela está oferecendo. Não é a toa que a propaganda é a alma do negócio! Continuar lendo

A terapia da meditação – Entrevista com a Dra. Sarah Bowen

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Como vimos no post anterior desta série, um dos grandes problemas enfrentados por aqueles indivíduos que lutam contra algum tipo de dependência de drogas é a recaída. Na maioria dos casos esse processo tem início após algum episódio de fissura, ou seja, uma vontade muito grande de consumir a droga. Diversas terapias já estão sendo usadas para o tratamento desse problema baseando-se em conceitos psicológicos e fisiológicos da dependência, no entanto uma nova abordagem está surgindo apoiando-se em conceitos da meditação budista, o mindfulness. Continuar lendo

A terapia da meditação – O Mindfulness e a recaída

Apesar dos esforços para um contínuo aprofundamento do conhecimento humano a respeito dele mesmo e das doenças e distúrbios que o afligem, muitos desses problemas ainda se encontram longe de uma terapia com 100% de eficácia.  Em alguns casos, a eficácia perfeita não consiste necessariamente na remissão total do “agente nocivo”, como por exemplo, um tumor ou um distúrbio mental, mas sim numa estabilidade minimamente harmoniosa entre este agente e organismo de forma que o indivíduo em questão consiga viver uma vida saudável. Um bom exemplo dessa situação é a dependência de drogas. Continuar lendo

Cogumelos Alucinógenos: Uma história de Natal

Qual a semelhança entre o Papai Noel, o Super Mario Bros e a Alice no País das Maravilhas?

ImagemA Amanita muscaria é um cogumelo da família Amanitacea, do gênero Amanita. Originalmente oriundas do hemisfério norte, onde são encontradas em florestas de clima temperado e boreal, hoje em dia já são encontradas em países do hemisfério sul, normalmente cultivadas em conjunto com pinheiros. Sua morfologia é característica: são pequenos (entre 5 e 20 centímetros de altura), com um estipe (caule) branco e píleo (chapéu) avermelhado com pequenas marcas brancas ou amarelas.

São fungos tóxicos, havendo casos de mortes causadas pela ingestão de aproximadamente 15 píleos, sendo que em algumas culturas, a Amanita sp. é utilizada como alimento após processo de fervimento. Sua toxicidade é associada a seu potente efeito alucinogênico.

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