O legado dos memes

O termo “meme” foi popularizado no livro ‘O Gene Egoísta’ de Richard Dawkins publicado em 1976. Este livro ampliou a visão de que a seleção natural se procede não no interesse das espécies ou do grupo, nem mesmo do indivíduo, mas no interesse dos genes. No final do livro, Dawkins sugere que o Darwinismo é uma teoria muito grande para ser confinada no restrito contexto do gene e apresenta o conceito do meme.

Os memes representam tudo aquilo que é armazenado nosso no cérebro e transmitido por imitação. Logo, os memes podem representar músicas, ideias, estilos de moda, culinária, linguagem, mitos e até comportamentos.

A linguagem, por exemplo, constitui um meme, pois parece evoluir por meios não genéticos a uma velocidade superior a da evolução genética. Evolutivamente, a linguagem tornou a comunicação entre os indivíduos pré-históricos mais efetiva em momentos críticos, uma vez que quando comparada com a comunicação por gestos, a linguagem apresentava a vantagem de não necessitar do contato visual entre os indivíduos. Dessa forma, a linguagem foi passada por imitação rapidamente de geração para geração ao longo dos tempos.

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A sociedade poderia ser vista como organismo vivo?

Você já pensou em todos os níveis da escala da existência que o homem já conseguiu explorar, ou teorizar sobre? Não raramente me pego pensando nisso e nos caminhos que nosso desenvolvimento enquanto humanidade, ou melhor, enquanto vida na Terra tem tomado, e no que estamos nos tornando.

Primeira fotografia de microcopia por força atômica mostrando as ligações químicas dentro de uma molécula individual.

Segundo alguns físicos teóricos, o universo é composto por p-branas que, em suas 11 dimensões, vibram e formam partículas, energia e tudo mais que há. Essas partículas se combinam e formam as partes dos átomos. Estes, por sua vez, interagem de maneira específica e organizada e formam moléculas e macromoléculas. Algumas dessas moléculas possuem reatividade química suficiente para interagir de forma ainda mais específica e, junto com átomos isolados, formam as células e sua dinâmica. Algumas células, se agrupando, organizando, especializando, concebem formas de existência ainda mais complexas, os organismos multicelulares. Esses organismos compõem as espécies dos reinos animal, vegetal e fungii. No reino animal, algumas espécies se organizam em grupos, formando Continuar lendo

Ética na experimentação animal (parte 1)

Neste semestre eu cursei a disciplina de ‘Ética em experimentação animal e humana’ aqui na Psicobiologia, UNIFESP. Ao mesmo tempo, coincidência ou consequência da disciplina, também  me vi dentro de algumas discussões com ativistas de Sociedades e Associações Protetoras dos Animais, em decorrência de alguns virais da internet resultantes de manifestações e atos desses movimentos contra grandes corporações farmacêuticas e cosméticas nos ultimos meses. Esse tema borbulhou em minha mente esse semestre e não pude deixar de escrever sobre isso.
Na análise da Ética na prática da experimentação animal, deve-se considerar, primeiro de tudo, o conjunto de fatores que levam à discussão ética. O que faz a ética necessária nesse caso? A discussão sobre ética e moral surge a partir do momento em que, existindo no mesmo meio social indivíduos com diferentes premissas (ou valores), justificam como certo ou direito diferentes comportamentos. Assim, quando 2 ou mais desses comportamentos (ou valores) são direta ou indiretamente conflitantes, surge a necessidade de uma “ética do dever” para que os conflitos da sociedade ainda permitam uma convivência harmônica. Continuar lendo