Prisma Entrevista: Caçadores de Neuromitos

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O que você sabe sobre o seu cérebro é verdade?

Para nos aprofundarmos nessa questão, confira a nossa entrevista com a Dra. Larissa Zeggio, uma das autoras do Livro “Caçadores de Neuromitos” lançado em Junho de 2015:

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Legenda: Organizado pela Profa. Roberta Ekuni, Dra. Larissa Zeggio e Prof. Dr. Orlando Francisco Amodeo Bueno

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A morte e os profissionais da saúde

Cena do filme

Cena do filme “O Sétimo Selo”, de Ingmar Bergman

Rituais fúnebres sempre estiveram presentes em diversas culturas e a medida que cada sociedade apresentava aspectos culturais que promoviam disparidade entre tais rituais, estes eram indicativos de um espectro geral das crenças do grupo. Tais crenças seriam representativas de toda a esfera de concepções dessa cultura quando expandida. À sua maneira, cada cultura escrevia a história da relação do ser humano com a morte e assim criava uma estratégia a mais de enfrentamento. Sendo assim, para falar sobre a morte é preciso antes pensar na vida. Continuar lendo

O bóson da ciência: muita massa em pouco tempo

POST CONVIDADO

                                                                                                     Por Carlos Gustavo Garcia

Existe, no meio científico, uma máxima que por muitas vezes assombra até o mais titular dos professores: “publish or perish” (em tradução livre, “publique ou pereça”). A necessidade sempre urgente de se mostrar um pesquisador ativo, trabalhador, produtivo e envolvido em diversos projetos anda tirando o sono daqueles que vivem no meio acadêmico. Mas isso não acontece só com eles, é notório que esse pensamento já se entranha nas mentes de seus alunos também.

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Sobre consciência e inteligência artificial. (Parte 2)

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Na primeira parte desse post falamos sobre a consciência e a possibilidade da criação desta por meios artificiais, por mãos humanas. Embora com outra roupagem, há inúmeras criações artísticas que surgiram deste questionamento. Desde a mitologia grega, com a história de Galatéia, construída no mármore por Pigmaleão, que terminou por receber de Afrodite o toque da vida, até o golem Frankenstein da escritora Mary Shelley, cujo nome se tornou referência do receio que algumas pessoas têm de que toda criação de vida, inteligência e consciência artificial possa se voltar contra o seu criador em um afã violento pela liberdade cerceada.

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Falácias de mesa de bar (2)

Certa vez, durante um banquete na Grécia Antiga, um belo rapaz chamado Alcebíades – talvez o mais belo entre os atenienses – após tomar muito do vinho azedo que serviam naqueles tempos se irritou com a presença de Sócrates na mesa e, em um rompante passional, começou a atacá-lo colérica e apaixonadamente. Acusando Sócrates de ter uma retórica apaixonante como a de sátiros tocando flauta na floresta, como que se enfeitiçasse os corações ingênuos, acusando Sócrates de o perseguir em todas as suas noites de sono… Os seus sonhos não mais seriam os mesmos até o dia da sua morte, pois desejava Sócrates e este não se importava com ele. Sócrates era um homem fantástico e cruel e por isso não deveria ser idolatrado, mas sim excluído das rodas dos mortais para sempre!

Como estamos vendo, utilizando de uma falácia clássica – o ad hominem – Alcebíades acusou Sócrates de não possuir certos valores morais que, na Grécia Antiga, basicamente queria dizer “a vontade de possuí-lo” mesmo. Triste e apaixonado, Alcebíades aparentemente não leu o meu texto anterior sobre falácias na mesa de bar (clique aqui para entender um pouco mais dessa bagunça) e utilizou uma falácia contra Sócrates, o chato dos chatos, o maior dos retóricos. Pois Sócrates respondeu à altura de toda a sua sapiência disfarçada de ignorância:

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“Só sei que nada sei, gente.”

Mistura perigosa: Álcool e gente. É, meus amigos, se nem na Grécia Antiga havia como escapar dos barracos e falácias, imagine hoje… Após esse prólogo é hora de mais um texto sobre as falácias na mesa do bar!

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Seu trabalho não será aceito pela Nature

Rejeitado

É isso mesmo, seu trabalho não será aceito pela Nature. “Ah, mas eu não quero publicar na Nature mesmo, eu quero a Science”. Tampouco a Science aceitará ele. “Mas esses dois não são os únicos com índice de impacto alto, eu mando meu trabalho pra Neuron”. Não! Nem Neuron, Cell, Lancet ou JAMA, nenhum deles aceitará seu trabalho, sabe por quê? Seu trabalho não é tão bom assim. Continuar lendo

O homem que alimentou o mundo

Em meio a petições no Facebook e protestos em Wall Street me peguei pensando no que fazemos pra tornar o lugar em que vivemos um lugar melhor. Exemplos desta prática são executados por diferentes pessoas, individualmente ou em grupo, ao redor do mundo pelas mais diversas maneiras. Seja através da promoção de feiras de adoção de animais ou ensinando pessoas carentes a ler e escrever, cada um dá seu toque no quadro do mundo melhor.

Norman BourlagE aqueles  que fazem a ciência, como será que eles contribuem para a melhoria do seu ambiente através de seu trabalho? Afinal de contas, o objetivo final sempre é gerar um bem maior do que simples relatórios e artigos científicos. Um bom exemplo de um cientista que foi muito além dessas “trivialidades” é o de Norman Borlaug. Continuar lendo