As sete maiores descobertas científicas de 2014

sem-tc3adtuloOlha quem chegou: o ano novo! Os doces foram jogados fora, a mensalidade da academia atrasada há meses foi paga, as gordurinhas acumuladas estão prontas para serem queimadas e as promessas feitas no Reveillon estão sendo cumpridas. Bom, pelo menos até Março né?

Nesse clima de falta de vontade de voltar ao trabalho e cuidando das queimaduras de sol, eu tive um momento Fátima Bernardes e me perguntei: da onde surgem as tradições? Pensando nisso resolvi dar prosseguimento e institucionalizar a primeira tradição do Prisma Científico: todo começo de ano faremos um retrospecto do que aconteceu de melhor na ciência no ano que se passou. Se você não conferiu as maiores descobertas científicas de 2013, clique aqui e veja os avanços daquele ano. Pois bem amigos, vamos as 7 maiores descobertas/avanços científicos de 2014! Continuar lendo

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Quais fatores predizem o sucesso na carreira científica?

Assim como na maioria das carreiras profissionais, prosperar e crescer no mundo acadêmico não é algo fácil. Para a maioria dos alunos de graduação e pós-graduação envolvidos com a pesquisa científica, ser bem sucedido significa passar em um concurso e tornar-se professor de uma faculdade de qualidade. Estar inserido em um ambiente rico de discussões teóricas e práticas experimentais da ciência é o sonho de muitos jovens aqui no Brasil e no mundo.

No entanto, assim como já discutimos no Prisma (aqui e aqui), o sistema de mensuração da qualidade dos candidatos pelos comitês avaliadores das universidades, a alta competitividade e a maneira como a ciência é feita hoje em dia dificultam o desenvolvimento de um profissional bem estruturado e apto a liderar um grupo de pesquisa. Por conta disso, poucas pessoas conseguem o tão almejado posto de professor/pesquisador principal, e a grande parte que não consegue desiste da carreira após muita luta e sofrimento.

Não seria bom se alguém criasse uma receita de como emplacar um posto de professor em uma faculdade? Bom, alguns pesquisadores chegaram quase lá! Continuar lendo

Cérebro v2.7 – Sobre consciência e inteligência artificial. (Parte 3)

Do tamagochi ao MacBook Pro, todas as máquinas são essencialmente compostas pelos mesmos componentes: hardware e software. O primeiro é tido como a parte física dos computadores e máquinas. Um hardware pode ser o monitor, o teclado e o processador de um computador. Já o software é tido como a parte não-física, aquela responsável por “pensar”. Softwares, portanto são os programas como Windows, Microsoft Word, AVG e Google Chrome.

Lembra de mim?

Se compararmos o ser humano a um computador, poderíamos dizer que membros, olhos, órgãos e assim por diante são nossos hardwares. Por sua vez, o que é o software do ser humano? Partindo do princípio de que o software é a parte que pensa ou que faz o hardware funcionar, poderíamos dizer que o software do ser humano são todas suas capacidades mentais conscientes e inconscientes. Dentre essas capacidades, a inteligência é uma das que mais recebe destaque, principalmente no campo da robótica e ciência da computação. Mas o que é inteligência? Continuar lendo

Sobre consciência e inteligência artificial. (Parte 1)

mindMesmo com o avanço dos estudos sobre a consciência, este ainda é um tópico peculiar para as ciências cognitivas. Esse lugar de destaque parece não advir só da complexidade inerente ao assunto, mas também da possibilidade de que, ao descobrir mais sobre ela, se encontre um ponto de destaque para o conhecimento mais aprofundado das nossas propriedades mentais.

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Por que os modelos computacionais não podem substituir os modelos animais?

A resposta mais apropriada é porque um depende do outro!

Em meio a tantas discussões sobre o uso de animais pela Ciência (vale ler os posts anteriores do Prisma:Ética na experimentação animal (parte 1)”, “Ética em Experimentação Animal (Parte 2) – os 3 Rs” e  “Snoopy e a experimentação animal”), um dos argumentos levantados é a alternativa de se utilizar outros métodos como, por exemplo, as simulações computacionais. Minha vontade em escrever esse post surgiu de uma preocupação com a desinformação que existe a respeito dos métodos alternativos. Sinto-me na obrigação de trazer os fatos àqueles que acreditam nessa alternativa salvadora para todas as questões da Ciência e, salvadora também, para os animais utilizados nos laboratórios de pesquisa. De forma alguma quero impôr minha opinião mas sim, abrir um canal de argumentação lógica e cientificamente embasada sobre a questão do uso de animais na Ciência. Continuar lendo