O homem que alimentou o mundo

Em meio a petições no Facebook e protestos em Wall Street me peguei pensando no que fazemos pra tornar o lugar em que vivemos um lugar melhor. Exemplos desta prática são executados por diferentes pessoas, individualmente ou em grupo, ao redor do mundo pelas mais diversas maneiras. Seja através da promoção de feiras de adoção de animais ou ensinando pessoas carentes a ler e escrever, cada um dá seu toque no quadro do mundo melhor.

Norman BourlagE aqueles  que fazem a ciência, como será que eles contribuem para a melhoria do seu ambiente através de seu trabalho? Afinal de contas, o objetivo final sempre é gerar um bem maior do que simples relatórios e artigos científicos. Um bom exemplo de um cientista que foi muito além dessas “trivialidades” é o de Norman Borlaug. Continuar lendo

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Vai querer o que, playboy? – Sais de banho e party pills (Parte 2)

White rushComo dito no texto anterior, as legal highs podem ser classificadas em quatro categorias: similares às anfetaminas, similares aos opiáceos, canabinóides sintéticos e alucinógenos. Nesta segunda parte tratarei das drogas incluídas na primeira classificação. Falarei de duas drogas pertencentes a esse grupo, os sais de banho e as party pills. Continuar lendo

Google Generation

Em meados da década de 90, me lembro de inúmeras situações que perguntava à minha mãe: Mãe, o que significa tal palavra? E a resposta que sempre obtinha era: O dicionário tá na estante.

Após um dilema entre a preguiça e curiosidade, sempre ia atrás do bom e velho dicionário para buscar o significado da palavra.

Agora, muitos provavelmente vão se recordar das famosas enciclopédias que guardavam várias informações sobre os mais diversos assuntos e que muitas vezes ocupavam lugar de destaque nas prateleiras na sala de inúmeras casas. Porém, mesmo sendo presente em muitas residências, estas coleções eram caras e nem todas as pessoas tinham acesso a tal fonte de informação. Consequentemente, essas enciclopédias muitas vezes ficavam ali como símbolo de status social, não só pelo valor financeiro, mas também pelo seu valor intelectual. Continuar lendo

Vai querer o que, playboy? – Novas drogas no mercado (Parte 1)

Quando comecei a graduação não sabia direito o que iria fazer na minha carreira científica, só tinha uma certeza, gostava de drogas (por favor, leia-se gostava de estudar drogas – minha mãe acompanha esse blog). Sempre me fascinou como um comprimido, uma planta ou um pó podiam alterar tudo aquilo que uma pessoa define por percepção. Da onde vinham essas alucinações? Que áreas cerebrais eram ativadas? Por que uma pessoa usa drogas apesar de ter consciência de seus malefícios? Todas essas perguntas ecoavam na minha cabeça.

Há mais ou menos 4 anos atrás tive meu primeiro contato com o mundo da neurobiologia do abuso de drogas quando assisti a apresentação dos resultados do pós-doutorado realizado pela  minha futura orientadora. Meses depois, dei início a minha iniciação científica e comecei a vivenciar a pesquisa com drogas. Aprendi que não se deve olhar para o problema de drogas apenas na situação biológica, mas também em todo contexto que envolve o indivíduo em questão. Assim, o que antes era interesse virou paixão. Continuar lendo

Fugiu pra onde?

Quem vive no mundo científico já está acostumado a conhecer pessoas que já fizeram, fazem ou farão parte da sua formação em algum país estrangeiro. Consequência da globalização e da interação entre cientistas nos diversos encontros e congressos internacionais, a integração entre laboratórios e pessoas do mundo inteiro se intensificou e facilitou a circulação de indivíduos. Esse comportamento de saída de cientistas – pesquisadores, pós-graduandos ou graduandos – do seu país de origem para outro com intuito de trabalho/pesquisa ficou conhecido no Brasil como “fuga de cérebros”.

Além do incentivo por parte das instituições de pesquisa, o governo brasileiro vem estimulando fortemente esse comportamento através de programas como Ciência sem Fronteiras, o qual proporciona a graduandos e pós-graduandos a oportunidade de adquirir experiência de pesquisa científica internacional. Todavia, apesar do alto estímulo, o quadro do Brasil no cenário da “troca de cérebros” não é tão bonito assim. Continuar lendo