Prisma Entrevista: Caçadores de Neuromitos

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O que você sabe sobre o seu cérebro é verdade?

Para nos aprofundarmos nessa questão, confira a nossa entrevista com a Dra. Larissa Zeggio, uma das autoras do Livro “Caçadores de Neuromitos” lançado em Junho de 2015:

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Legenda: Organizado pela Profa. Roberta Ekuni, Dra. Larissa Zeggio e Prof. Dr. Orlando Francisco Amodeo Bueno

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Pequenos cérebros, grandes ideias – Prisma Entrevista

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Você já deve ter ouvido falar de algum laboratório ou cientista que utiliza chipanzés ou outros primatas para fazer experimentos científicos e entender melhor algum fenômeno biológico também observado no ser humano. Talvez já tenha visto alguma pesquisa na televisão que empregou algum roedor como modelo de alguma doença e baseou-se neste estudo para desenvolver algum fármaco. Mas você sabia que moscas, abelhas e até vermes podem ser utilizados para compreender melhor nosso organismo e muitas dos fenômenos e características marcantes da raça humana?

Em outubro deste ano (2014) participei da 3ª edição do curso Small Brains, Big Ideas (SBBI) oferecido em Santiago e Valparaíso no Chile, com o intuito de treinar jovens cientistas da América Latina em diversas abordagens experimentais fazendo uso de animais invertebrados. O curso foi majoritariamente organizado por professores de diversas faculdades chilenas com a participação de docentes de faculdades norte americanas e inglesas. Dê uma olhada no vídeo de divulgação da 3ª edição do SBBI!

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XV Curso de Verão em Psicobiologia – UNIFESP

Nota

logo_divulgaçãoO Curso de Verão em Psicobiologia é uma iniciativa dos pós-graduandos e docentes do Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP com o intuito de propiciar um espaço para divulgação e ampliação do conhecimento sobre a Ciência em Psicobiologia. 

Ao longo do Curso oferecemos aulas teóricas e práticas, palestras, discussões e outras atividades reflexivas. Alunos de todo o Brasil têm a oportunidade de entrar em contato com as pesquisas desenvolvidas dentro das mais diversas áreas acerca da Psicobiologia, possibilitando uma expansão do raciocínio científico.

Público Alvo: Estudantes de Graduação e recém-formados de todo o Brasil, principalmente das áreas Biológicas e da Saúde dispostos a enveredar no estudo das Neurociências.

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Aprendendo e decidindo: como nosso cérebro toma uma decisão

Aprender sobre o mundo que nos cerca é uma tarefa compartilhada por todos os seres que habitam nosso planeta. Da criança que aprende que se comer todos os vegetais no almoço vai ganhar sorvete de sobremesa ao lodo que cria redes de transporte para se alimentar, todos nós somos eternos alunos e cobaias das provações que nosso ambiente expõe. Este aprendizado servirá de fundamentos para as decisões que serão adotadas no futuro. A criança pode decidir se vale a pena comer todos os vegetais para obter o sorvete ou se prefere manter-se longe do brócolis e da beterraba.

Em um texto anterior do Prisma, a minha amiga Karina Abrahão tratou bem de dois tipos diferentes de tomada de decisão: a baseada em um objetivo futuro (objetivo pontual) ou a decisão habitual (hábito). Meu intuito agora é descrever de que maneira nosso cérebro trabalha para decidir entre as diferentes opções disponíveis no ambiente. Ao longo do texto veremos que uma coisa leva a outra: certos tipos de tomada de decisão estão mais associados com o desenvolvimento do hábito enquanto outros com o objetivo pontual. Continuar lendo

A relação entre o ruído ambiente e a criatividade

Como é o seu ambiente de trabalho, é silencioso ou barulhento? Na sua opinião, qual desses dois ambientes é o ideal para se ter boas ideias?

Eu acredito que muitos apostariam em um ambiente silencioso. Um lugar calmo, sem agitação, em que poderíamos nos concentrar para colocar a cabeça para funcionar. O problema é que nosso ambiente de trabalho geralmente está bem longe dessas condições. O ruído de pessoas conversando ao fundo, o barulho do trânsito vindo da janela, ou mesmo o som do ar condicionado do escritório são apenas alguns dos barulhos mais comuns presentes no nosso dia-a-dia.

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As sete maiores descobertas científicas de 2013

Seguindo a linha da respeitada revista Science, o Prisma Científico começa o ano de 2014 relembrando o que foi feito de melhor pelos cientistas ao redor do mundo no ano passado.

Entre avanços no combate ao câncer e tornar o cérebro transparente, o ano de 2013 foi mais um ano de grandes conquistas na área científica.

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Por que fez o que fez? Decisão pontual ou hábito!

Geralmente o nosso corpo promove uma ação motora por tomar determinada decisão que pode ser coordenada por diferentes razões: as vezes para atingir um objetivo pontual e específico em determinado momento (me dirijo até uma loja para comprar um vídeo game durante a promoção do Black Friday) e, outras vezes, por hábito (acordo todos os dias de manhã para um corrida). É nessa linha de pesquisa que começarei a investigar os mecanismos neurofisiológicos e comportamentais da dependência, durante o pós-doutoramento que iniciei no National Institutes of Healthy (NIH) nos EUA, em novembro de 2013. Vale pontuar que existem muitas evidências que os comportamentos motores que nos levam a buscar alguma recompensa (comida, bebida, sexo) têm semelhanças e homologias importantes com os mecanismos que ocorrem nos roedores. Em meio à discussão continuada que devemos fazer sobre ética, trago mais informações e exemplos que indicam que o  uso de animais na Ciência é importante, mas sempre deve ser justificável. Continuar lendo