A morte e os profissionais da saúde

Cena do filme

Cena do filme “O Sétimo Selo”, de Ingmar Bergman

Rituais fúnebres sempre estiveram presentes em diversas culturas e a medida que cada sociedade apresentava aspectos culturais que promoviam disparidade entre tais rituais, estes eram indicativos de um espectro geral das crenças do grupo. Tais crenças seriam representativas de toda a esfera de concepções dessa cultura quando expandida. À sua maneira, cada cultura escrevia a história da relação do ser humano com a morte e assim criava uma estratégia a mais de enfrentamento. Sendo assim, para falar sobre a morte é preciso antes pensar na vida. Continuar lendo

Anúncios

A Ciência subjuga os mitos

O Reino da Ciência (The Reign of Science 5), por Karl Konrad Huber

O Reino da Ciência (The Reign of Science 5), por Karl Konrad Huber

O ser humano tem uma necessidade quase que fisiológica de explicar as coisas: explicar de onde veio, para que serve, para onde vai, explicar a natureza e os astros etc. Alguns pensadores acreditam que o ser humano é diferente dos outros animais por ter uma capacidade única de perceber padrões. Tentamos sempre achar uma explicação para esses padrões a fim de entendermos como funciona o mundo ao nosso redor e também como nós mesmos funcionamos.

Uma maneira de explicar os padrões é através de idealizações místicas e isso acontece principalmente quando não temos acessibilidade a instrumentos para testar se as nossas explicações são coerentes para determinado fenômeno. A outra maneira é através da Ciência. A Ciência, diferente das explicações místicas, testa metodicamente suas possíveis explicações dos padrões. As explicações que reproduzem o padrão natural são aceitas, as que não, são descartadas. Portanto, a Ciência cria leis após testar as hipóteses e não se baseia em dogmas imutáveis.

Para entender isso vou relatar resumidamente uma história muito interessante da física astronômica que conta com a participação de alguns nomes bem conhecidos: o idealista Edmond Halley, o furtivo Robert Hooke e o vingativo Isaac Newton. Continuar lendo

A moral daqueles que não possuem fé

Um vídeo recentemente retirado de um jornal catarinense e postado no Youtube incomodou diversas pessoas na internet. Não só pelo tema que, por si só, possui uma alta carga polêmica, mas pela opinião contundente expressa pelo jornalista e psicólogo Luiz Carlos Prates sobre a maior quantidade de religiosos do que ateus nas cadeias, inicialmente buscando ir de encontro a uma pesquisa que afirmou que a religião é um dos fatores fundamentais para a felicidade. Um dia falarei mais sobre essa pesquisa, antes de tudo, vamos falar sobre o que acabou sendo o ponto mais crítico do argumento de Prates, a discussão entre moral e religião.

Continuar lendo