Fosfoetanolamina: uma história mal contada

Talvez você tenha notado recentemente nos meios de comunicação e nas redes sociais certo barulho causado por uma “nova cura” do câncer: a fosfoetanolamina (FOSFO). Pra quem não foi atingido por esta onda vou fazer um breve resumo da história. No dia 17 de agosto, pacientes com câncer entraram na justiça para que a USP libere a distribuição de um suposto “remédio” para o combate da doença. O composto era produzido e distribuido dentro do Instituto de Química da USP-São Carlos (IQ-USP) e há relatos de melhoras dos sintomas e até cura. Em 2014, o IQ-USP passou uma portaria que regulava a produção e distribuição de qualquer substância usada com finalidade terapêutica produzida dentro de suas dependências. O documento esclarece que apenas aquelas substâncias que apresentarem toda a documentação emitida por órgãos públicos de saúde poderão seguir sendo produzidos e distribuídos pelo Instituto. A FOSFO, por não ter esses documentos, deixou de ser distribuída. O que se seguiu foi uma onda de brigas judiciais e protestos que agora ganham força pela cobertura da mídia.13042012drogas_remedios008-1115723 Continuar lendo

As sete maiores descobertas científicas de 2014

sem-tc3adtuloOlha quem chegou: o ano novo! Os doces foram jogados fora, a mensalidade da academia atrasada há meses foi paga, as gordurinhas acumuladas estão prontas para serem queimadas e as promessas feitas no Reveillon estão sendo cumpridas. Bom, pelo menos até Março né?

Nesse clima de falta de vontade de voltar ao trabalho e cuidando das queimaduras de sol, eu tive um momento Fátima Bernardes e me perguntei: da onde surgem as tradições? Pensando nisso resolvi dar prosseguimento e institucionalizar a primeira tradição do Prisma Científico: todo começo de ano faremos um retrospecto do que aconteceu de melhor na ciência no ano que se passou. Se você não conferiu as maiores descobertas científicas de 2013, clique aqui e veja os avanços daquele ano. Pois bem amigos, vamos as 7 maiores descobertas/avanços científicos de 2014! Continuar lendo

NanoLighting: O mundo dos nanomateriais aplicados a dispositivos emissores de luz

Por Everton Bonturim

A partir de agora uma nova palavra acaba de entrar no seu vocabulário, NanoLighting pode ser definida como uma área de desenvolvimento científico e tecnológico com interesse em dispositivos e sistemas emissores de luz à base de nanomateriais.

nano1Não se trata de um nome consolidado para a área, muito menos uma marca registrada, mas já encontramos seu uso em algumas pautas com a tag nanotechnology. Talvez por ainda se tratar de estudos muito recentes, pode haver um enorme potencial para o termo se tornar uma definição mundialmente conhecida no desenvolvimento de novos dispositivos.

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Uma hora a ciência básica esbarra na tua vida

Ciência BásicaEi, você aí! Isso, você mesmo: você sabe o que é ciência básica? Não? Pois deveria saber afinal muitas das mordomias que temos hoje em dia surgiram de conhecimentos produzidos por ela.

Ciência básica é o estudo sistemático de determinado assunto para aumentar o entendimento de aspectos fundamentais de um fenômeno. Para a ciência básica pouco importa a aplicação específica ou o produto que podem vir a ser desenvolvidos. Ciência básica é dirigida pela curiosidade. Por meio desse texto, quero mostrar que muitas mordomias atuais vieram de pesquisas muito interessantes e sem pretensão de desenvolver algum produto valioso.  Continuar lendo

Engenharia da natureza

Querido leitor do Prisma, caso você seja um aspirante a aluno de engenharia, atualmente está cursando engenharia ou já é engenheiro, tenho uma má notícia para você: existe um lodo que provavelmente faz seu trabalho melhor do que você. Calma! Não vá desistir do vestibular nem da sua prova de mecânica dos fluídos e nem queime seu registro do CREA, esse lodo já está no ramo da engenharia e logística de transporte há um bom tempo! Apresento-lhes o Physarum polycephalum.

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Grandes dados, grandes erros

Naturalmente, nós humanos acreditamos que para que uma coisa seja comprovada como verdadeira, ela deve se repetir mais de uma vez, rejeitando-se assim a influência do acaso. Apesar dos nossos vieses psicológicos nessa questão, fica claro que quanto mais evidências temos de algo, mais fidedigno isso é. Baseando-se nessa premissa, estudos científicos e empresariais são conduzidos com o objetivo de obter o maior número de dados para que seja alcançada a resposta mais correta, ou pelo menos a mais próxima do correto. Com o advento de tecnologias capazes de realizar múltiplas observações e quantificações, muitos profissionais acabam se deparando com um volume de dados exorbitante em suas mãos. Esse mar de dados, algumas vezes indecifráveis, agora é carinhosamente chamado de Big Data.

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Cérebro v2.7 – Sobre consciência e inteligência artificial. (Parte 3)

Do tamagochi ao MacBook Pro, todas as máquinas são essencialmente compostas pelos mesmos componentes: hardware e software. O primeiro é tido como a parte física dos computadores e máquinas. Um hardware pode ser o monitor, o teclado e o processador de um computador. Já o software é tido como a parte não-física, aquela responsável por “pensar”. Softwares, portanto são os programas como Windows, Microsoft Word, AVG e Google Chrome.

Lembra de mim?

Se compararmos o ser humano a um computador, poderíamos dizer que membros, olhos, órgãos e assim por diante são nossos hardwares. Por sua vez, o que é o software do ser humano? Partindo do princípio de que o software é a parte que pensa ou que faz o hardware funcionar, poderíamos dizer que o software do ser humano são todas suas capacidades mentais conscientes e inconscientes. Dentre essas capacidades, a inteligência é uma das que mais recebe destaque, principalmente no campo da robótica e ciência da computação. Mas o que é inteligência? Continuar lendo