Sobre consciência e inteligência artificial. (Parte 2)

PigmaliaoGalateaJean-Léon Gerome

Na primeira parte desse post falamos sobre a consciência e a possibilidade da criação desta por meios artificiais, por mãos humanas. Embora com outra roupagem, há inúmeras criações artísticas que surgiram deste questionamento. Desde a mitologia grega, com a história de Galatéia, construída no mármore por Pigmaleão, que terminou por receber de Afrodite o toque da vida, até o golem Frankenstein da escritora Mary Shelley, cujo nome se tornou referência do receio que algumas pessoas têm de que toda criação de vida, inteligência e consciência artificial possa se voltar contra o seu criador em um afã violento pela liberdade cerceada.

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Você é o que você escuta?!

MainZ17472Do toque do tambor aborígene até os acordes mais pesados de guitarras do rock, um fato indiscutível é a força que a música tem para expressão dos indivíduos na sociedade. A expressão musical é reconhecidamente uma das formas mais comuns utilizadas pelas pessoas e grupos em qualquer lugar do mundo e com as mais diferentes culturas. Para os jovens, essa intensidade se torna ainda mais visível, o estilo musical serve como uma insígnia que a priori revelaria para outrem em qual grupo social este jovem estaria incluso e qual o estilo de vida que ele possui. As palavras cantadas displicentemente no meio da rua, a camisa preta de sua banda favorita ou mesmo o adesivo de um bloco de carnaval colado na traseira do carro seriam instrumentos cruciais para a identificação grupal.

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A Ciência pela Arte (2): O ruivo com “soul”

Voltamos ao reino da música nesse novo post sobre a forma que a arte vê a ciência, a música nos dá um vasto leque de opções para trabalhar esse ponto. No post anterior (clique aqui para ler) falei sobre o álbum “Quanta” de Gilberto Gil, neste, falarei especificamente sobre um músico que além de cantar e tocar piano é também humorista, ator, compositor, musicista, diretor, produtor musical e, segundo o seu site, um megastar.

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Os Miseráveis

Quando recebi a notícia de que o espetáculo “Os Miseráveis” (Les Miserábles), adaptação musical do romance de Victor Hugo, estaria ganhando uma versão cinematográfica, logo quis escrever um texto com essa referência por gostar muito do livro e do musical. O filme apenas será lançado em 2013 no Brasil, mas a expectativa é grande, apesar de termos de ouvir Russell Crowe cantando…

As primeiras páginas do romance “Os Miseráveis” contam com a personagem Jean Valjean pedindo de albergue em albergue por um quarto e uma refeição, só para ser escorraçado em todas as suas tentativas, por ser um recém-liberto – em condicional – de sua pena de prisão de dezenove anos, cinco por roubar um pão para tentar alimentar a sua família e mais quatorze por tentativas recorrentes de fuga. Para mim, na academia, a comparação mais óbvia dessa jornada arredia e incerta, com diversas dúvidas sobre o futuro – com muitas possibilidades, boas e ruins – seria a dos “miseráveis” da hierarquia acadêmica, os estagiários da ciência, aquele que seria o primeiro degrau do futuro cientista: o estudante de Iniciação Científica.

Cosette acadêmica Les miserables

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A Ciência pela Arte (1): o álbum “Quanta”

Gilberto Gil em seu Show na UFBA

Em 2006, ano em que entrei na universidade, o cantor Gilberto Gil foi convidado para realizar uma aula-show em um evento organizado pela universidade para os calouros conhecerem melhor a instituição e outros cursos, Gil, além de cantar suas músicas, também contaria um pouco de como foi a sua própria experiência como estudante de graduação na Universidade Federal da Bahia. De lá para cá, esse tipo de convite foi um costume da UFBA, que em sua apresentação para os calouros já contou com nomes como Tom Zé e Morais Moreira, além de outros não tão famosos fora da Bahia.

Gosto muito de Gil, ele é um artista que consegue ser flexível no seu som, indo do funk ao reggae, do samba ao rock. Poucos artistas conseguem manter a qualidade de seu som por tantos anos a fio. E após ouvir suas histórias, deu vontade de ter estudado com ele, por sua participação política na universidade e por descobrir que algumas de suas músicas haviam sido compostas ali mesmo onde eu estava, entre uma aula e outra na Escola de Administração e uma visitinha verde na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas.

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