Divulgação de evento!

Nota

eventoO avanço científico é marcado por uma constante especialização de áreas de pesquisa. Saímos da Física e fomos para a termodinâmica e relatividade geral. Da Biologia à taxonomia e biologia molecular. Sem perceber, cientistas e entusiastas da ciência se afundam mais e mais em seus campos de interesse e perdem o panorama daquilo que realmente buscam conhecer: a natureza. Chegou a hora de levantar nossas cabeças e começar a olhar o que outras pessoas estão fazendo.

É por isso que o psicólogo e etólogo Jerry Hogan e o psicólogo Altay Lino de Souza estão organizando o seminário Cérebro, Cognição, Comportamento e Evolução: De Poliglota a Monoglota? Frente a frente pesquisadores brasileiros e estrangeiros irão discutir como cada um deles utiliza abordagens diferentes para responder as mesmas perguntas sobre a natureza que tanto lhes interessa. Um choque de mundos científicos!

O evento ocorrerá nos dias 15, 16 e 17 de junho no Instituto de Estudos Avançados – USP e não precisa de inscrição. Haverá transmissão ao vivo pela Internet com a possibilidade de envio de perguntas.

Acesse o link abaixo para saber mais sobre o seminário:
http://goo.gl/ua0Yqf Continuar lendo

A morte e os profissionais da saúde

Cena do filme

Cena do filme “O Sétimo Selo”, de Ingmar Bergman

Rituais fúnebres sempre estiveram presentes em diversas culturas e a medida que cada sociedade apresentava aspectos culturais que promoviam disparidade entre tais rituais, estes eram indicativos de um espectro geral das crenças do grupo. Tais crenças seriam representativas de toda a esfera de concepções dessa cultura quando expandida. À sua maneira, cada cultura escrevia a história da relação do ser humano com a morte e assim criava uma estratégia a mais de enfrentamento. Sendo assim, para falar sobre a morte é preciso antes pensar na vida. Continuar lendo

Os Corvos e a sua Guerra dos Tronos

Antes de tudo, leitor, clique aqui e deixe a música criar o clima para o texto.

Corvos são animais que para a mitologia e literatura se encontram em um espaço limítrofe entre o mundo espiritual e o mundo real, das religiões pagãs até “O Corvo” de Allan Poe, eles são vistos em geral como detentores do conhecimento místico da morte e, em algumas culturas,  como seres que carregam consigo os maus presságios pelo seu hábito necrófago e a sua cor negra. No seriado Game of Thrones (inspirado na série de livros “As Crônicas de Gelo e Fogo”) a imagem do corvo surge em alguns momentos com a sua habitual ligação mística (“o corvo de três olhos”) e em outros como o grupo de “soldados” servindo para sempre na solidão da muralha, protegendo o continente, um exército formado pela escória do mundo… E esse cara:

Sem título

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Sobre consciência e inteligência artificial. (Parte 2)

PigmaliaoGalateaJean-Léon Gerome

Na primeira parte desse post falamos sobre a consciência e a possibilidade da criação desta por meios artificiais, por mãos humanas. Embora com outra roupagem, há inúmeras criações artísticas que surgiram deste questionamento. Desde a mitologia grega, com a história de Galatéia, construída no mármore por Pigmaleão, que terminou por receber de Afrodite o toque da vida, até o golem Frankenstein da escritora Mary Shelley, cujo nome se tornou referência do receio que algumas pessoas têm de que toda criação de vida, inteligência e consciência artificial possa se voltar contra o seu criador em um afã violento pela liberdade cerceada.

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Sobre consciência e inteligência artificial. (Parte 1)

mindMesmo com o avanço dos estudos sobre a consciência, este ainda é um tópico peculiar para as ciências cognitivas. Esse lugar de destaque parece não advir só da complexidade inerente ao assunto, mas também da possibilidade de que, ao descobrir mais sobre ela, se encontre um ponto de destaque para o conhecimento mais aprofundado das nossas propriedades mentais.

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A categorização nossa de cada dia.

O mundo em que vivemos exige da nossa cognição o uso de sistemas de aprendizagem complementares. E em contextos mais complexos, há a sobrecarga destes sistemas devido à quantidade de informações que se precisa processar.

Imagine essa situação:
[Uma pessoa ao sair de sua casa em direção ao trabalho se depara com a porta da casa vizinha aberta, onde uma senhora negra e muito idosa faz a faxina. Imediatamente a pessoa pode supor que aquela é a nova empregada de seu vizinho, uma senhora que provavelmente mora muito longe e se sustenta com dificuldade em um trabalho árduo. No trajeto para o seu trabalho o semáforo se ilumina em vermelho e ao parar o carro a pessoa é abordada por um senhor com o rosto surrado, quase que instantaneamente há a aplicação de rótulos verbais e o senhor é identificado como um mendigo, pedinte, esfomeado e, consequentemente, se imagina a vida terrível que ele vive, mas também que é preciso tomar cuidado com o que ele pode fazer naquela situação. Fecha-se a janela do carro. Ao chegar em seu escritório se depara com uma jovem muito bonita, loira e de corpo escultural andando por ali e logo supõe se tratar da nova secretária do chefe. E durante o resto do seu dia esta pessoa caminha por diversos locais, como restaurantes, lojas, salas e vai encontrando e categorizando pessoas, criando expectativas sobre como essas podem e devem agir.]
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Comédia da vida privada (de sono)

Meu pai vivia me dizendo: Tá perdendo noite de sono né muleque? Depois vai reclamar!

Hoje entendo o que ele dizia!

Há algum tempo fiquei 60 horas acordado participando como voluntário de um experimento. E, como bom curioso resolvi unir essa nova experiência a um post do Prisma.

cranky-early-morning

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