Você é uma Kardashian?

No dia em que um módulo da sonda Rosetta conseguiu pousar em um cometa, um retumbante e inédito feito para a humanidade, o assunto mais comentado da internet foi um outro tipo de abundante passo para a nossa sociedade: Uma foto de Kim Kardashian West na revista Paper mostrando os seus também retumbantes, embora não tão inéditos, atributos:

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Você já viu a parte debaixo da imagem em algum outro lugar que eu sei, não precisamos colocá-la aqui.

As subcelebridades são conhecidas por ganhar fama sem ter muita contribuição para a humanidade pelas conquistas artísticas, políticas ou humanitárias, quanto mais pelas descobertas científicas. Já os cientistas são conhecidos por… Na verdade, os cientistas não são muito conhecidos. É comum lermos histórias de muitos cientistas que morreram sem o reconhecimento público.

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Ciência é coisa do Demos – Parte 2

Partindo da premissa de que os resultados e conhecimentos obtidos através de pesquisas científicas devem ser, sempre que possível, aplicados na prática para o bem social, ou seja, devolvidos ao povo, escrevi o texto Ciência é coisa do Demos. Esta ideia em particular não é solitária, outros pesquisadores também a defendem. Porém, considerando algumas questões não abordadas, e por parecer uma mera opinião isolada, este novo post vem para ajudar a discutir melhor e levantar outros pontos importantes sobre o que foi previamente exposto.

Robert Lackey argumenta que cientistas devem contribuir para o processo político, não bastando que se ocupem de publicar seus achados em artigos acadêmicos. Para ele, a contribuição política dos cientistas não é somente a decisão correta a se tomar, mas sim uma obrigação, especialmente quando os estudos forem financiados por recursos públicos.

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De onde vem sua opinião?

Quem já leu meus post Fatos e falácias sobre o crack percebeu uma crítica em relação à mídia, especificamente na forma pela qual ela utiliza as informações que transmite.

Somos atualmente cercados pela mídia em suas mais diversas formas. As mídias televisivas, de rádio, escrita e uma das principais atualmente, a internet. É inegável a utilidade e importância da mídia na vida cotidiana das pessoas. Há algumas décadas, informações do outro lado do mundo demoravam semanas para chegar ao Brasil. Atualmente, recebemos e interagimos com a informação de maneira praticamente instantânea.

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O “Macaco Azul” e a (não) escrita nossa de cada dia

Escrever é difícil. Colocar no papel suas ideias de forma compreensível é um trabalho complexo e exaustivo e, a depender do veículo em qual essa sua escrita será publicada, pode até ser metódico, como é comumente a produção de um artigo científico.

A vida de um cientista está totalmente relacionada com a escrita e dificilmente ao seguir esta carreira será possível se desvencilhar dessa ação. Livros, artigos, resumos, pôsteres, relatórios, provas, aulas e uma infinidade de pequenos textos deverão ser produzidos nos anos que se seguirão aos seus primeiros passos por este caminho.

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Falácias de mesa de bar

A primeira cerveja gelada desce na mesa de um bar onde você e seus amigos resolveram se desligar um pouco das batalhas diárias que travam em suas vidas atribuladas. Todos estão tranquilos. Futebol, literatura e outros tipos de entretenimento estão sendo discutidos. Rola um elogio ao novo volante vindo das divisões de base, uma brincadeira com o jeito alegre de jogar do time adversário e um comentário pertinente sobre a escrita de tal autor. Até a quarta cerveja, já fria, o assunto vai fluindo, outros tópicos entram em discussão, como o novo álbum de um cantor de MPB que não ficou tão bom assim, aquele livro com piadas inteligentes que todo mundo deveria ter lido ou os supostamente belos filmes daquele diretor dinamarquês com um significado muito mais profundo do que apenas mutilação de genitálias e planetas se chocando. Aí lá para a sétima ou décima quinta cerveja, já nem tão geladas assim, o papo passa a ser menos criterioso, seja você estudante, profissional ou professor, as maiores besteiras vão escapar da sua boca. Você sabe do que estou falando, você já esteve nessa situação. E daqui para frente a discussão vai ficar ainda mais espinhosa.

collegesenior

“Hum, a discussão está tão leve e descontraída… É hora de animar as coisas.”

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