Filho e mãe: ele com os olhos dela e ela com os genes dele

Não é preciso de muita observação científica para perceber na natureza humana um padrão muito interessante: a ligação entre mãe e filho, assunto também abordado em um texto anterior do Prisma (Por que as mulheres menstruam?). Isso desenvolve-se tipicamente durante o processo da gravidez, do parto e da amamentação. Além disso, a ligação pode se dar em questões de segundos, minutos, horas, dias ou mais. É claro que essa ligação afetiva também pode ser desenvolvida para filhos não sanguíneos como no caso de uma adoção, ou com o pai da criança. No entanto, quero salientar neste texto um pouco do primeiro caso, no qual a ligação afetiva é combinada a trocas de substâncias químicas que podem alterar o organismo da mãe e do bebê irreversivelmente.

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Olhos Valirianos

Como bons apreciadores de Game of Thrones, vamos a mais um post do Prisma que tem relação com a série inspirada na coleção de livrosAs Crônicas de Gelo e Fogo”, escritas por George R.R. Martin.

Depois de falar sobre a  Khaleesi brasileira e os Corvos, chegou a hora dos famosos Olhos Valirianos, que representam uma das características físicas típicas dos representantes da Casa Targaryen, cuja família é originária da antiga Cidade de Valíria.

Viserys e Daenerys Targaryen

Viserys e Daenerys Targaryen

Este texto não contém SPOILER!! Vai fundo amigo(a)!! 😉

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Reescrevendo a natureza

Por definição, linguagem é a capacidade humana de aquisição e uso de sistemas complexos de comunicação. Línguas como o português, inglês e chinês são exemplos desses sistemas complexos. Toda língua compartilha uma característica importante que é a capacidade de ser codificado em sistemas secundários. O português, por exemplo, pode ser expresso e compreendido com o uso de estímulos visuais (escrita) ou táteis (braile).

Dado que existem mais de 6000 línguas no mundo inteiro (sem falar nos dialetos) é praticamente impossível que uma pessoa seja compreendida por todas as outras. Apesar das diferenças entre as línguas, existe uma que todos os seres humanos, ou melhor, todos os seres vivos entendem: a linguagem genética. O DNA é de todo mundo.

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O legado dos memes

O termo “meme” foi popularizado no livro ‘O Gene Egoísta’ de Richard Dawkins publicado em 1976. Este livro ampliou a visão de que a seleção natural se procede não no interesse das espécies ou do grupo, nem mesmo do indivíduo, mas no interesse dos genes. No final do livro, Dawkins sugere que o Darwinismo é uma teoria muito grande para ser confinada no restrito contexto do gene e apresenta o conceito do meme.

Os memes representam tudo aquilo que é armazenado nosso no cérebro e transmitido por imitação. Logo, os memes podem representar músicas, ideias, estilos de moda, culinária, linguagem, mitos e até comportamentos.

A linguagem, por exemplo, constitui um meme, pois parece evoluir por meios não genéticos a uma velocidade superior a da evolução genética. Evolutivamente, a linguagem tornou a comunicação entre os indivíduos pré-históricos mais efetiva em momentos críticos, uma vez que quando comparada com a comunicação por gestos, a linguagem apresentava a vantagem de não necessitar do contato visual entre os indivíduos. Dessa forma, a linguagem foi passada por imitação rapidamente de geração para geração ao longo dos tempos.

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Iluminando a Neurofisiologia!

Já há alguns anos assisti uma palestra brilhante de um jovem professor. Depois disso tenho certeza de que eu, como neurocientista, estou vivenciando um período de uma grande revolução tecnológica que pode ajudar a desvendar os mistérios do cérebro de forma muito precisa.

Neuroscience has optogenetics fever! And it’s producing crazy fever dreams like this (www.buzzcritic.com).

A optogenética é uma ferramenta que combina manipulações genéticas e ópticas para acessar circuitarias neuronais através da manipulação do potencial de ação, e associá-las a determinados comportamentos. Continuar lendo