Grandes dados, grandes erros

Naturalmente, nós humanos acreditamos que para que uma coisa seja comprovada como verdadeira, ela deve se repetir mais de uma vez, rejeitando-se assim a influência do acaso. Apesar dos nossos vieses psicológicos nessa questão, fica claro que quanto mais evidências temos de algo, mais fidedigno isso é. Baseando-se nessa premissa, estudos científicos e empresariais são conduzidos com o objetivo de obter o maior número de dados para que seja alcançada a resposta mais correta, ou pelo menos a mais próxima do correto. Com o advento de tecnologias capazes de realizar múltiplas observações e quantificações, muitos profissionais acabam se deparando com um volume de dados exorbitante em suas mãos. Esse mar de dados, algumas vezes indecifráveis, agora é carinhosamente chamado de Big Data.

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Google Generation

Em meados da década de 90, me lembro de inúmeras situações que perguntava à minha mãe: Mãe, o que significa tal palavra? E a resposta que sempre obtinha era: O dicionário tá na estante.

Após um dilema entre a preguiça e curiosidade, sempre ia atrás do bom e velho dicionário para buscar o significado da palavra.

Agora, muitos provavelmente vão se recordar das famosas enciclopédias que guardavam várias informações sobre os mais diversos assuntos e que muitas vezes ocupavam lugar de destaque nas prateleiras na sala de inúmeras casas. Porém, mesmo sendo presente em muitas residências, estas coleções eram caras e nem todas as pessoas tinham acesso a tal fonte de informação. Consequentemente, essas enciclopédias muitas vezes ficavam ali como símbolo de status social, não só pelo valor financeiro, mas também pelo seu valor intelectual. Continuar lendo