A inteligência coletiva e as manifestações pelo Brasil

O mês de junho de 2013 foi marcado pelas manifestações que ocorreram por todo o país e mobilizaram milhares de pessoas que foram para rua, inicialmente para protestar contra o aumento das tarifas de transporte público, e posteriormente, em uma nova onda de protestos por reivindicações abrangendo uma série de causas.

Ainda é cedo para saber se foi apenas um espasmo ou esse movimento foi forte o suficiente para se incorporar na vida do brasileiro. Mesmo assim, é indiscutível o fato de estarmos vivendo um momento ímpar na história deste país.

 

Na minha opinião, a característica que mais marcou esse período de manifestações foi a ausência de líderes e consequente descentralização dos protestos. As tentativas de lideranças foram atropeladas pelos manifestantes, fossem elas autoridades, partidos políticos ou intelectuais.

Muitos poderiam considerar a descentralização como algo que enfraqueceria o movimento, uma vez que a falta de um líder ou um grupo de pessoas dizendo o que todos deveriam fazer, poderia levar a desorganização e a falta de foco dos protestos. No entanto, ao longo deste post vou mostrar como essa descentralização pode ser uma característica positiva a fim de cumprir com seu objetivo de forma organizada e eficiente.

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Google Generation

Em meados da década de 90, me lembro de inúmeras situações que perguntava à minha mãe: Mãe, o que significa tal palavra? E a resposta que sempre obtinha era: O dicionário tá na estante.

Após um dilema entre a preguiça e curiosidade, sempre ia atrás do bom e velho dicionário para buscar o significado da palavra.

Agora, muitos provavelmente vão se recordar das famosas enciclopédias que guardavam várias informações sobre os mais diversos assuntos e que muitas vezes ocupavam lugar de destaque nas prateleiras na sala de inúmeras casas. Porém, mesmo sendo presente em muitas residências, estas coleções eram caras e nem todas as pessoas tinham acesso a tal fonte de informação. Consequentemente, essas enciclopédias muitas vezes ficavam ali como símbolo de status social, não só pelo valor financeiro, mas também pelo seu valor intelectual. Continuar lendo