A matemática e física por trás da música

Isso mesmo, matemática, física e música estão muito mais próximas do que você talvez imagine.

O som emitido por instrumentos nada mais é que uma vibração que se propaga em forma de onda, e isto ocorre sempre através de um meio como a água ou o ar. Através do contato com o meio, criam-se diferenças de pressão que nos permitem ouvir os sons. Por esse exato motivo o som não se propaga no Espaço sideral.

As diferenças de pressão são causadas pela vibração da onda sonora, que oscila em diferentes frequências. Essas frequências são comumente medidas em Hertz (número de oscilações por segundo) e diferentes frequências definem o tom. Ou seja, variações na frequência modificam as notas que ouvimos (Dó Ré Mi Fá Sol Lá Si, inclusive quando estas são modificadas pelos acidentes musicais)[1].

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Você é o que você escuta?!

MainZ17472Do toque do tambor aborígene até os acordes mais pesados de guitarras do rock, um fato indiscutível é a força que a música tem para expressão dos indivíduos na sociedade. A expressão musical é reconhecidamente uma das formas mais comuns utilizadas pelas pessoas e grupos em qualquer lugar do mundo e com as mais diferentes culturas. Para os jovens, essa intensidade se torna ainda mais visível, o estilo musical serve como uma insígnia que a priori revelaria para outrem em qual grupo social este jovem estaria incluso e qual o estilo de vida que ele possui. As palavras cantadas displicentemente no meio da rua, a camisa preta de sua banda favorita ou mesmo o adesivo de um bloco de carnaval colado na traseira do carro seriam instrumentos cruciais para a identificação grupal.

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A Ciência pela Arte (2): O ruivo com “soul”

Voltamos ao reino da música nesse novo post sobre a forma que a arte vê a ciência, a música nos dá um vasto leque de opções para trabalhar esse ponto. No post anterior (clique aqui para ler) falei sobre o álbum “Quanta” de Gilberto Gil, neste, falarei especificamente sobre um músico que além de cantar e tocar piano é também humorista, ator, compositor, musicista, diretor, produtor musical e, segundo o seu site, um megastar.

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Quando o Universo surgiu ele não fez BOOM!

Recentemente (30 de março de 2013), um físico da Universidade de Washington em Seattle nos Estados Unidos, Dr. John Cramer, produziu um arquivo que simula o som do Big Bang. Essa simulação foi baseada em informações de radiações cósmicas. Há cerca de 14 bilhões de anos quando, segundo a teoria do Big Bang, o Universo teria se iniciado a partir de uma forte expansão (vale lembrar que não foi exatamente uma explosão), a primeira música a ser tocada foi essa (CLIQUE NA FOTO ABAIXO):

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A Ciência pela Arte (1): o álbum “Quanta”

Gilberto Gil em seu Show na UFBA

Em 2006, ano em que entrei na universidade, o cantor Gilberto Gil foi convidado para realizar uma aula-show em um evento organizado pela universidade para os calouros conhecerem melhor a instituição e outros cursos, Gil, além de cantar suas músicas, também contaria um pouco de como foi a sua própria experiência como estudante de graduação na Universidade Federal da Bahia. De lá para cá, esse tipo de convite foi um costume da UFBA, que em sua apresentação para os calouros já contou com nomes como Tom Zé e Morais Moreira, além de outros não tão famosos fora da Bahia.

Gosto muito de Gil, ele é um artista que consegue ser flexível no seu som, indo do funk ao reggae, do samba ao rock. Poucos artistas conseguem manter a qualidade de seu som por tantos anos a fio. E após ouvir suas histórias, deu vontade de ter estudado com ele, por sua participação política na universidade e por descobrir que algumas de suas músicas haviam sido compostas ali mesmo onde eu estava, entre uma aula e outra na Escola de Administração e uma visitinha verde na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas.

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Música Neuronal

A música é uma forma de arte que existe em todas as culturas ao redor do mundo. Ela pode provocar fortes sensações nos seres humanos, como afetar emoções e humor. Essa é apenas uma das razões das pessoas escutarem músicas diariamente.

Para um som ser compreendido por nós, ele percorre um loooooongo caminho (neuronal, ao menos!), como mostrado na figura ao lado. Tudo começa na nossa cóclea, que fica dentro dos nossos ouvidos, passa por algumas regiões do cérebro até chegar no córtex auditório, onde a informação auditiva será interpretada.

Se vários sons forem combinados harmonicamente, temos uma boa música. Continuar lendo