Por que fez o que fez? Decisão pontual ou hábito!

Geralmente o nosso corpo promove uma ação motora por tomar determinada decisão que pode ser coordenada por diferentes razões: as vezes para atingir um objetivo pontual e específico em determinado momento (me dirijo até uma loja para comprar um vídeo game durante a promoção do Black Friday) e, outras vezes, por hábito (acordo todos os dias de manhã para um corrida). É nessa linha de pesquisa que começarei a investigar os mecanismos neurofisiológicos e comportamentais da dependência, durante o pós-doutoramento que iniciei no National Institutes of Healthy (NIH) nos EUA, em novembro de 2013. Vale pontuar que existem muitas evidências que os comportamentos motores que nos levam a buscar alguma recompensa (comida, bebida, sexo) têm semelhanças e homologias importantes com os mecanismos que ocorrem nos roedores. Em meio à discussão continuada que devemos fazer sobre ética, trago mais informações e exemplos que indicam que o  uso de animais na Ciência é importante, mas sempre deve ser justificável. Continuar lendo

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Love is in the air…

É, quem já não sentiu flutuar por amor? Quem já não amou mais a outro do que a si mesmo? Aparentemente o amor já atingiu uma parcela bem alta da população. Muito mais do que a parcela atingida por hipertensão, dependência de drogas ou gravidez! O estudo do amor, portanto, poderia ajudar em sua compreensão? Aparentemente, o amor romântico não foge a ciência! Sabe-se que diversas teorias filosóficas e psicológicas tentam explicar o amor e suas variações. No entanto, neste post gostaria de focar e dividir uma pitada da pesquisa realizada pela Dra. Helen E. Fisher, uma antropóloga e pesquisadora comportamental. Ela estuda a atração interpessoal, ou o amor romântico, há pelo menos 30 anos. A Dra. Fisher vem se dedicando a entender a neurobiologia do amor e a mostrar que, mesmo após anos de convivência, é possível que ainda se sinta um amor romântico tão forte quanto aquele dos primeiros beijos (clique na imagem abaixo para ver o vídeo – eu já devo ter assistido mais de 10 vezes e sempre me surpreendo).

Apresentação Dra. Helen Fisher no TED 2008:
“The brain in love”.

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Iluminando a Neurofisiologia!

Já há alguns anos assisti uma palestra brilhante de um jovem professor. Depois disso tenho certeza de que eu, como neurocientista, estou vivenciando um período de uma grande revolução tecnológica que pode ajudar a desvendar os mistérios do cérebro de forma muito precisa.

Neuroscience has optogenetics fever! And it’s producing crazy fever dreams like this (www.buzzcritic.com).

A optogenética é uma ferramenta que combina manipulações genéticas e ópticas para acessar circuitarias neuronais através da manipulação do potencial de ação, e associá-las a determinados comportamentos. Continuar lendo