Você é uma Kardashian?

No dia em que um módulo da sonda Rosetta conseguiu pousar em um cometa, um retumbante e inédito feito para a humanidade, o assunto mais comentado da internet foi um outro tipo de abundante passo para a nossa sociedade: Uma foto de Kim Kardashian West na revista Paper mostrando os seus também retumbantes, embora não tão inéditos, atributos:

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Você já viu a parte debaixo da imagem em algum outro lugar que eu sei, não precisamos colocá-la aqui.

As subcelebridades são conhecidas por ganhar fama sem ter muita contribuição para a humanidade pelas conquistas artísticas, políticas ou humanitárias, quanto mais pelas descobertas científicas. Já os cientistas são conhecidos por… Na verdade, os cientistas não são muito conhecidos. É comum lermos histórias de muitos cientistas que morreram sem o reconhecimento público.

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Sobre consciência e inteligência artificial. (Parte 2)

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Na primeira parte desse post falamos sobre a consciência e a possibilidade da criação desta por meios artificiais, por mãos humanas. Embora com outra roupagem, há inúmeras criações artísticas que surgiram deste questionamento. Desde a mitologia grega, com a história de Galatéia, construída no mármore por Pigmaleão, que terminou por receber de Afrodite o toque da vida, até o golem Frankenstein da escritora Mary Shelley, cujo nome se tornou referência do receio que algumas pessoas têm de que toda criação de vida, inteligência e consciência artificial possa se voltar contra o seu criador em um afã violento pela liberdade cerceada.

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Por que o Crack? Parte 1 – Qual a droga que mais causa prejuízos?

Você possivelmente já ouviu falar do programa chamado Crack, é possível vencer. Caso não, este é um programa que visa a distribuição de cerca de 4 bilhões de reais em recursos da União para políticas públicas sobre o crack E OUTRAS DROGAS em todo território nacional. Não deixei em caixa alta “e outras drogas” sem querer. Este projeto possui medidas de prevenção, cuidado e autoridade não somente para o crack, mas também para as demais drogas de abuso. Com isso, gostaria de te convidar a refletir um pouco sobre essa ênfase conferida ao crack pelo programa.

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Ciência é coisa do Demos – Parte 2

Partindo da premissa de que os resultados e conhecimentos obtidos através de pesquisas científicas devem ser, sempre que possível, aplicados na prática para o bem social, ou seja, devolvidos ao povo, escrevi o texto Ciência é coisa do Demos. Esta ideia em particular não é solitária, outros pesquisadores também a defendem. Porém, considerando algumas questões não abordadas, e por parecer uma mera opinião isolada, este novo post vem para ajudar a discutir melhor e levantar outros pontos importantes sobre o que foi previamente exposto.

Robert Lackey argumenta que cientistas devem contribuir para o processo político, não bastando que se ocupem de publicar seus achados em artigos acadêmicos. Para ele, a contribuição política dos cientistas não é somente a decisão correta a se tomar, mas sim uma obrigação, especialmente quando os estudos forem financiados por recursos públicos.

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Você é o que você escuta?!

MainZ17472Do toque do tambor aborígene até os acordes mais pesados de guitarras do rock, um fato indiscutível é a força que a música tem para expressão dos indivíduos na sociedade. A expressão musical é reconhecidamente uma das formas mais comuns utilizadas pelas pessoas e grupos em qualquer lugar do mundo e com as mais diferentes culturas. Para os jovens, essa intensidade se torna ainda mais visível, o estilo musical serve como uma insígnia que a priori revelaria para outrem em qual grupo social este jovem estaria incluso e qual o estilo de vida que ele possui. As palavras cantadas displicentemente no meio da rua, a camisa preta de sua banda favorita ou mesmo o adesivo de um bloco de carnaval colado na traseira do carro seriam instrumentos cruciais para a identificação grupal.

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10 coisas que vão acontecer com você na Pós-Graduação – PARTE 2

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Então sem mais delongas, vamos às cinco últimas coisas que vão acontecer com você na pós-graduação (algumas valem inclusive pra vida acadêmica em geral, desde a graduação até a livre docência).

Se você ainda não leu sobre as 5 primeiras na Parte 1 desse post, clique aqui! Continuar lendo