Você é uma Kardashian?

No dia em que um módulo da sonda Rosetta conseguiu pousar em um cometa, um retumbante e inédito feito para a humanidade, o assunto mais comentado da internet foi um outro tipo de abundante passo para a nossa sociedade: Uma foto de Kim Kardashian West na revista Paper mostrando os seus também retumbantes, embora não tão inéditos, atributos:

ktyson

Você já viu a parte debaixo da imagem em algum outro lugar que eu sei, não precisamos colocá-la aqui.

As subcelebridades são conhecidas por ganhar fama sem ter muita contribuição para a humanidade pelas conquistas artísticas, políticas ou humanitárias, quanto mais pelas descobertas científicas. Já os cientistas são conhecidos por… Na verdade, os cientistas não são muito conhecidos. É comum lermos histórias de muitos cientistas que morreram sem o reconhecimento público.

Continuar lendo

A volta do Macaco Azul: Lutando contra a procrastinação!

0002 29_04_2013 Cada galho com seu macaco Tudo sobre nada

Já falamos de procrastinação em dois textos aqui no Prisma (clique aqui e aqui para ler), e neste último meu, havia prometido que voltaria a falar do assunto. Cumprirei a minha palavra hoje, um ano (e alguma coisa) depois…

No episódio anterior dessa nossa história, simbolizamos a procrastinação com a imagem do macaco azul de Aluízio Azevedo. Pois é, o macaco azul pode ser enganado. E uma das características dele é deixar-nos emocionalmente combalidos.

A maioria das pessoas quando em fase de escrita acabam por ficar irritadiços, desesperados e sem esperança. Pergunte para qualquer um que esteja nesta fase, mas pergunte de longe.
Continuar lendo

O bóson da ciência: muita massa em pouco tempo

POST CONVIDADO

                                                                                                     Por Carlos Gustavo Garcia

Existe, no meio científico, uma máxima que por muitas vezes assombra até o mais titular dos professores: “publish or perish” (em tradução livre, “publique ou pereça”). A necessidade sempre urgente de se mostrar um pesquisador ativo, trabalhador, produtivo e envolvido em diversos projetos anda tirando o sono daqueles que vivem no meio acadêmico. Mas isso não acontece só com eles, é notório que esse pensamento já se entranha nas mentes de seus alunos também.

Continuar lendo

Um artigo científico em sua boca

Você já passou dias com uma sensação estranha na boca, uma coceira não dolorida, que trocava de local várias vezes por dia? Jonathan Allen já.

E essa coceira, que se assemelhava a quando você morde uma batata frita e a ponta machuca o céu de sua boca, deixava um rastro em sua boca, como o de uma serpente na areia? Na de Jonathan Allen sim.

Você já sentiu a sensação de alguma coisa movendo em sua boca e a cada vez que a sua língua desliza por ela, ela se move insistentemente na direção contrária? Hum… Aposto que demorou um pouco para responder essa, mas enfim, Jonathan Allen sentiu.

E quando você descobriu que ali poderia estar um organismo vivo, você imediatamente mandou um e-mail para os seus colaboradores para que todos pudessem estudar esse possível ser que flanava por suas bochechas? Bom, a resposta você já deve ter imaginado.

O que você vê nessa imagem?

Você vê um co-autor nessa imagem?

Continuar lendo

O “Macaco Azul” e a (não) escrita nossa de cada dia

Escrever é difícil. Colocar no papel suas ideias de forma compreensível é um trabalho complexo e exaustivo e, a depender do veículo em qual essa sua escrita será publicada, pode até ser metódico, como é comumente a produção de um artigo científico.

A vida de um cientista está totalmente relacionada com a escrita e dificilmente ao seguir esta carreira será possível se desvencilhar dessa ação. Livros, artigos, resumos, pôsteres, relatórios, provas, aulas e uma infinidade de pequenos textos deverão ser produzidos nos anos que se seguirão aos seus primeiros passos por este caminho.

Continuar lendo

Vaidade Acadêmica

Ao contrário de outros posts, o intuito deste texto não é ser científico no sentido estrito, mas sim uma reflexão sobre o cotidiano dentro da universidade, particularmente no âmbito da pesquisa e no que chamamos de fazer ciência no Brasil.

Certeza é que todos gostamos (e muitas vezes necessitamos) de atenção e reconhecimento. Nada de mal há nisso.  Qual pessoa ao ter um trabalho finalizado após tanto esforço não gostaria de receber felicitações e elogios pela atividade executada. Isso nos motiva a continuar trabalhando perante as inúmeras dificuldades do dia a dia.

Mas, por outro lado, às vezes esta necessidade de atenção e reconhecimento beira tal ponto de excesso que acabamos nos cegando em uma disputa cada vez mais acirrada em busca deste tipo de retorno.

Continuar lendo

Ciência Open Source

Há alguns anos atrás, quando participei de pesquisas durante minha iniciação científica, me recordo de como eram tratados os bancos de dados. Em resumo, somente determinadas pessoas tinham acesso a ele, com login restrito, senhas para acesso, sem possibilidade de acessá-lo de outro computador, e mais importante, o acesso ao banco deveria ser acompanhado de uma assinatura datada.

Bem, cuidados importantes quando se quer manter o sigilo das informações e a organização das mesmas. Porém, pairava no ar muitas vezes uma espécie de paranoia sobre possíveis cópias do banco, e os detentores destes dados deveriam defendê-lo quase que com uma espada na mão e um escudo na outra. Muitas vezes por medo de que os dados fossem utilizados por terceiros e rendessem publicações. Continuar lendo