A categorização nossa de cada dia.

O mundo em que vivemos exige da nossa cognição o uso de sistemas de aprendizagem complementares. E em contextos mais complexos, há a sobrecarga destes sistemas devido à quantidade de informações que se precisa processar.

Imagine essa situação:
[Uma pessoa ao sair de sua casa em direção ao trabalho se depara com a porta da casa vizinha aberta, onde uma senhora negra e muito idosa faz a faxina. Imediatamente a pessoa pode supor que aquela é a nova empregada de seu vizinho, uma senhora que provavelmente mora muito longe e se sustenta com dificuldade em um trabalho árduo. No trajeto para o seu trabalho o semáforo se ilumina em vermelho e ao parar o carro a pessoa é abordada por um senhor com o rosto surrado, quase que instantaneamente há a aplicação de rótulos verbais e o senhor é identificado como um mendigo, pedinte, esfomeado e, consequentemente, se imagina a vida terrível que ele vive, mas também que é preciso tomar cuidado com o que ele pode fazer naquela situação. Fecha-se a janela do carro. Ao chegar em seu escritório se depara com uma jovem muito bonita, loira e de corpo escultural andando por ali e logo supõe se tratar da nova secretária do chefe. E durante o resto do seu dia esta pessoa caminha por diversos locais, como restaurantes, lojas, salas e vai encontrando e categorizando pessoas, criando expectativas sobre como essas podem e devem agir.]
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Black Bloc e Psicologia Social: a violência justificada das pessoas do bem

POST CONVIDADO

Por Guilherme Brockington

O desejo de produzir esse texto surgiu no meio da noite, quando me incomodei com um post que circulava no Facebook. Nele, professores cariocas envolvidos em um conflito com a Polícia Militar durante uma manifestação[1] agradeciam o “apoio” do Black Bloc. Não, esse não será um texto político. Não tratarei de possíveis motivações ou posicionamentos político-ideológicos relacionadas às manifestações que tem ocorrido com frequência no Brasil.

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Você é o que você escuta?!

MainZ17472Do toque do tambor aborígene até os acordes mais pesados de guitarras do rock, um fato indiscutível é a força que a música tem para expressão dos indivíduos na sociedade. A expressão musical é reconhecidamente uma das formas mais comuns utilizadas pelas pessoas e grupos em qualquer lugar do mundo e com as mais diferentes culturas. Para os jovens, essa intensidade se torna ainda mais visível, o estilo musical serve como uma insígnia que a priori revelaria para outrem em qual grupo social este jovem estaria incluso e qual o estilo de vida que ele possui. As palavras cantadas displicentemente no meio da rua, a camisa preta de sua banda favorita ou mesmo o adesivo de um bloco de carnaval colado na traseira do carro seriam instrumentos cruciais para a identificação grupal.

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De onde vem sua opinião?

Quem já leu meus post Fatos e falácias sobre o crack percebeu uma crítica em relação à mídia, especificamente na forma pela qual ela utiliza as informações que transmite.

Somos atualmente cercados pela mídia em suas mais diversas formas. As mídias televisivas, de rádio, escrita e uma das principais atualmente, a internet. É inegável a utilidade e importância da mídia na vida cotidiana das pessoas. Há algumas décadas, informações do outro lado do mundo demoravam semanas para chegar ao Brasil. Atualmente, recebemos e interagimos com a informação de maneira praticamente instantânea.

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Eu, eu mesmo e o Facebook

Há muitos anos que o homem aprendeu a conviver em sociedade, por exemplo, para que possa promover a sua segurança e subsistência. De acordo com a teoria do desenvolvimento de Piaget, as crianças nascem eminentemente egocêntricas, e com o tempo começam a se adaptar ao convívio com o outro. Entretanto, em uma meta análise de 2008 observou-se um maior traço de personalidade narcisista entre mais de 16 mil jovens [1]. Nesse tipo de personalidade é observado um extremo foco em si, com uma sensação de grandiosidade exagerada e necessidade de atenção.

Até determinado limite, chamado não patológico, essa necessidade de ter atenção e carinho do outro é comum e saudável. Através do convívio social muitas vezes aferimos ou supomos o quão reconhecido somos. Ao recebermos um elogio, por exemplo, devido um bom trabalho bem desempenhado nos sentimos felizes e percebidos uma vez que nosso esforço fora notado.

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Do que as mulheres gostam? Cinco interesses demonstrados pela ciência!

Sem título

Estudar o comportamento humano e as relações afetivas entre os indivíduos é muito desafiador e interessante. Basta espiar as relações afetivas amorosas e sexuais entre homens e mulheres, mulheres e mulheres, homens e homens. São muitas as perguntas científicas que podem surgir. E desde muito tempo, os homens vem tentando entender do que as mulheres gostam! Somos complicadas? Claro! É uma pitada de charme para deixar tudo mais interessante.

Do que as mulheres gostam

Tudo seria mais fácil se, como no famoso filme americano: “Do que as mulheres gostam” com Mel Gibson e Helen Hunt, vocês, homens, pudessem ouvir nossos pensamentos e agir conforme os sonhos de nossas mentes. No entanto, isso ainda não é possível, então vamos a alguns detalhes mais factíveis. Continuar lendo

Diga-me o que teu corpo diz e te direi quem és

O que seu corpo está dizendo neste momento? Você já parou para pensar no quanto sua linguagem corporal durante uma apresentação, uma entrevista de emprego ou mesmo um bate-papo entre amigos pode dizer sobre seus sentimentos naquele momento?

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