Você é uma Kardashian?

No dia em que um módulo da sonda Rosetta conseguiu pousar em um cometa, um retumbante e inédito feito para a humanidade, o assunto mais comentado da internet foi um outro tipo de abundante passo para a nossa sociedade: Uma foto de Kim Kardashian West na revista Paper mostrando os seus também retumbantes, embora não tão inéditos, atributos:

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Você já viu a parte debaixo da imagem em algum outro lugar que eu sei, não precisamos colocá-la aqui.

As subcelebridades são conhecidas por ganhar fama sem ter muita contribuição para a humanidade pelas conquistas artísticas, políticas ou humanitárias, quanto mais pelas descobertas científicas. Já os cientistas são conhecidos por… Na verdade, os cientistas não são muito conhecidos. É comum lermos histórias de muitos cientistas que morreram sem o reconhecimento público.

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Eu, eu mesmo e o Facebook

Há muitos anos que o homem aprendeu a conviver em sociedade, por exemplo, para que possa promover a sua segurança e subsistência. De acordo com a teoria do desenvolvimento de Piaget, as crianças nascem eminentemente egocêntricas, e com o tempo começam a se adaptar ao convívio com o outro. Entretanto, em uma meta análise de 2008 observou-se um maior traço de personalidade narcisista entre mais de 16 mil jovens [1]. Nesse tipo de personalidade é observado um extremo foco em si, com uma sensação de grandiosidade exagerada e necessidade de atenção.

Até determinado limite, chamado não patológico, essa necessidade de ter atenção e carinho do outro é comum e saudável. Através do convívio social muitas vezes aferimos ou supomos o quão reconhecido somos. Ao recebermos um elogio, por exemplo, devido um bom trabalho bem desempenhado nos sentimos felizes e percebidos uma vez que nosso esforço fora notado.

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