A Ciência subjuga os mitos

O Reino da Ciência (The Reign of Science 5), por Karl Konrad Huber

O Reino da Ciência (The Reign of Science 5), por Karl Konrad Huber

O ser humano tem uma necessidade quase que fisiológica de explicar as coisas: explicar de onde veio, para que serve, para onde vai, explicar a natureza e os astros etc. Alguns pensadores acreditam que o ser humano é diferente dos outros animais por ter uma capacidade única de perceber padrões. Tentamos sempre achar uma explicação para esses padrões a fim de entendermos como funciona o mundo ao nosso redor e também como nós mesmos funcionamos.

Uma maneira de explicar os padrões é através de idealizações místicas e isso acontece principalmente quando não temos acessibilidade a instrumentos para testar se as nossas explicações são coerentes para determinado fenômeno. A outra maneira é através da Ciência. A Ciência, diferente das explicações místicas, testa metodicamente suas possíveis explicações dos padrões. As explicações que reproduzem o padrão natural são aceitas, as que não, são descartadas. Portanto, a Ciência cria leis após testar as hipóteses e não se baseia em dogmas imutáveis.

Para entender isso vou relatar resumidamente uma história muito interessante da física astronômica que conta com a participação de alguns nomes bem conhecidos: o idealista Edmond Halley, o furtivo Robert Hooke e o vingativo Isaac Newton. Continuar lendo

Anúncios

Um mar dentro de cada célula

marcação de citoesqueleto

marcação de citoesqueleto

Atualmente a ciência vem adquirindo um poder tecnológico que permite aos pesquisadores investigar detalhes muito específicos. O intrigante, pelo menos para mim, é que com tudo que já sabemos sobre o funcionamento do nosso organismo e de outros animais: fisiologia, bioquímica, genética, comportamento etc, ainda não entendemos com profundidade como a atriz principal, a célula, exerce suas funções nos nossos tecidos, órgãos e sistemas. Isso mostra como a ciência pode avançar em sistemas mais complexos (órgãos) mesmo sem o conhecimento finito dos níveis estruturais de menor escala (tecidos e células, por exemplo). Fica isso como pensamento científico/filosófico desse texto!

O que eu quero abordar aqui é a célula. Continuar lendo