Os Miseráveis

Quando recebi a notícia de que o espetáculo “Os Miseráveis” (Les Miserábles), adaptação musical do romance de Victor Hugo, estaria ganhando uma versão cinematográfica, logo quis escrever um texto com essa referência por gostar muito do livro e do musical. O filme apenas será lançado em 2013 no Brasil, mas a expectativa é grande, apesar de termos de ouvir Russell Crowe cantando…

As primeiras páginas do romance “Os Miseráveis” contam com a personagem Jean Valjean pedindo de albergue em albergue por um quarto e uma refeição, só para ser escorraçado em todas as suas tentativas, por ser um recém-liberto – em condicional – de sua pena de prisão de dezenove anos, cinco por roubar um pão para tentar alimentar a sua família e mais quatorze por tentativas recorrentes de fuga. Para mim, na academia, a comparação mais óbvia dessa jornada arredia e incerta, com diversas dúvidas sobre o futuro – com muitas possibilidades, boas e ruins – seria a dos “miseráveis” da hierarquia acadêmica, os estagiários da ciência, aquele que seria o primeiro degrau do futuro cientista: o estudante de Iniciação Científica.

Cosette acadêmica Les miserables

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Um mundo que queima livros

Sou fascinado por distopias. Não só por existir nas representações de um mundo distópico uma atraente e avançada tecnologia, mas também porque acredito que é o caminho mais provável da realidade em que vivemos. Pelo que vejo, tudo indica que o futuro será distópico. Alguns dos cenários apresentados em livros e filmes devem ter se aproximado muito de onde estaremos em breve, talvez só com uma menor quantidade de roxo nas roupas e cabelos góticos nas ruas. No passado, escritores acertaram ao prever as qualidades e defeitos do presente, o mundo de hoje é a distopia de ontem, então podemos acreditar que a distopia de hoje será a realidade de amanhã, um caminho que parece ser irrefreável.

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