Aprendendo e decidindo: como nosso cérebro toma uma decisão

Aprender sobre o mundo que nos cerca é uma tarefa compartilhada por todos os seres que habitam nosso planeta. Da criança que aprende que se comer todos os vegetais no almoço vai ganhar sorvete de sobremesa ao lodo que cria redes de transporte para se alimentar, todos nós somos eternos alunos e cobaias das provações que nosso ambiente expõe. Este aprendizado servirá de fundamentos para as decisões que serão adotadas no futuro. A criança pode decidir se vale a pena comer todos os vegetais para obter o sorvete ou se prefere manter-se longe do brócolis e da beterraba.

Em um texto anterior do Prisma, a minha amiga Karina Abrahão tratou bem de dois tipos diferentes de tomada de decisão: a baseada em um objetivo futuro (objetivo pontual) ou a decisão habitual (hábito). Meu intuito agora é descrever de que maneira nosso cérebro trabalha para decidir entre as diferentes opções disponíveis no ambiente. Ao longo do texto veremos que uma coisa leva a outra: certos tipos de tomada de decisão estão mais associados com o desenvolvimento do hábito enquanto outros com o objetivo pontual. Continuar lendo

NanoLighting: O mundo dos nanomateriais aplicados a dispositivos emissores de luz

Por Everton Bonturim

A partir de agora uma nova palavra acaba de entrar no seu vocabulário, NanoLighting pode ser definida como uma área de desenvolvimento científico e tecnológico com interesse em dispositivos e sistemas emissores de luz à base de nanomateriais.

nano1Não se trata de um nome consolidado para a área, muito menos uma marca registrada, mas já encontramos seu uso em algumas pautas com a tag nanotechnology. Talvez por ainda se tratar de estudos muito recentes, pode haver um enorme potencial para o termo se tornar uma definição mundialmente conhecida no desenvolvimento de novos dispositivos.

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Quem vai ganhar a Copa do Mundo?

É amanhã!!l! Sim senhor, mesmo em meio a muitas controvérsias, eis que pela segunda vez na história a Copa do Mundo de Futebol será realizada no Brasil.

Neste exato momento muitas pessoas gostariam de saber quem vai ganhar a Copa, seja por mero prazer ou para sair na frente de seu companheiro de trabalho no bolão da empresa!

Apesar daquele bolão entre os amigos ser muitas vezes mais simbólico em relação à quantia, algumas apostas profissionais movimentam muito e muito dinheiro. Neste caso as coisas começam a ficar “ainda mais sérias” e o interesse em acertar cresce ainda mais.

E aí, como prever quem vai ganhar a Copa?

Perguntando ao polvo adivinho? Isto não vai acontecer, até porque nosso amigo Paul não está mais aqui neste plano… À tartaruga Cabeção, nossa substituta diretamente da Bahia? Hum… Vamos à outra alternativa! E uma opção mais com a cara do Prisma Científico!

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Quais fatores predizem o sucesso na carreira científica?

Assim como na maioria das carreiras profissionais, prosperar e crescer no mundo acadêmico não é algo fácil. Para a maioria dos alunos de graduação e pós-graduação envolvidos com a pesquisa científica, ser bem sucedido significa passar em um concurso e tornar-se professor de uma faculdade de qualidade. Estar inserido em um ambiente rico de discussões teóricas e práticas experimentais da ciência é o sonho de muitos jovens aqui no Brasil e no mundo.

No entanto, assim como já discutimos no Prisma (aqui e aqui), o sistema de mensuração da qualidade dos candidatos pelos comitês avaliadores das universidades, a alta competitividade e a maneira como a ciência é feita hoje em dia dificultam o desenvolvimento de um profissional bem estruturado e apto a liderar um grupo de pesquisa. Por conta disso, poucas pessoas conseguem o tão almejado posto de professor/pesquisador principal, e a grande parte que não consegue desiste da carreira após muita luta e sofrimento.

Não seria bom se alguém criasse uma receita de como emplacar um posto de professor em uma faculdade? Bom, alguns pesquisadores chegaram quase lá! Continuar lendo

Uma hora a ciência básica esbarra na tua vida

Ciência BásicaEi, você aí! Isso, você mesmo: você sabe o que é ciência básica? Não? Pois deveria saber afinal muitas das mordomias que temos hoje em dia surgiram de conhecimentos produzidos por ela.

Ciência básica é o estudo sistemático de determinado assunto para aumentar o entendimento de aspectos fundamentais de um fenômeno. Para a ciência básica pouco importa a aplicação específica ou o produto que podem vir a ser desenvolvidos. Ciência básica é dirigida pela curiosidade. Por meio desse texto, quero mostrar que muitas mordomias atuais vieram de pesquisas muito interessantes e sem pretensão de desenvolver algum produto valioso.  Continuar lendo

Por que as mulheres menstruam?

Por Suzanne Sadedin

Estou tão feliz que você se perguntou isso, de verdade! A resposta para essa questão é uma das mais iluminadoras e perturbadoras histórias da evolução biológica humana, e quase ninguém sabe disso. Portanto, ó meus amigos, se aproximem e escutem o extraordinário conto de:

Como as mulheres começaram a menstruar. Continuar lendo

A Beleza dos Dados – a estatística e seus gráficos

No primeiro semestre de faculdade eu me perguntei: Por que raios eu tenho de fazer uma matéria de Estatística sendo que escolhi cursar Psicologia? Ora, Psicologia não tem nada a ver com Estatística!

Na época eu não fazia ideia da importante relação entre essas duas disciplinas e tão pouco imaginava que a Estatística fosse assumir tamanha relevância em minha vida. Inclusive após ingressar na pós-graduação agradeci muito pelos dois semestres de aula de Estatística que tive na graduação.

Minha ingenuidade vinha basicamente da falta de conhecimento, medo dos números e por achar a Estatística algo bastante chato. Pensando neste último ponto, de fato a Estatística pode ser maçante quando olhamos para uma tabela com infinitos números e siglas que podem complicar e não ajudar. Algumas vezes simplesmente ignoramos informações e focamos na busca de um tal asterisco, cruz, ou algo que destaque a existência de significância estatística.

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