Stigma redigere: O novo feitiço do Harry Potter

harry-potter1Goste ou não, a série de livros da autora inglesa J.K. Rowling, Harry Potter, não é só um sucesso, mas um fenômeno sem precedentes. Com mais de 450 milhões de vendas e traduções para mais de 67 línguas, os livros que contam a história do bruxo mais famoso deixaram sua marca na cultura contemporânea.

Nas entrelinhas da história de Rowling, além da lição de que coragem e amizade são fundamentais na formação do caráter de uma pessoa, uma crítica pungente ao racismo, preconceito e fanatismo é conduzida. No mundo fictício de Harry Potter, alguns bruxos se autodenominam “bruxos de sangue puro”, aqueles nascidos de pai e mãe também bruxos. Tais bruxos consideram-se superiores aos mestiços (pelo menos um pai não é bruxo), seres mágicos que não são de sua raça, e também seres não mágicos, como nós, os “trouxas”. Ao longo da história vemos que se por um lado Voldemort, o bruxo mais terrível de todos os tempos e inimigo de Harry, junto com seus seguidores rejeitam aqueles diferentes, Harry por sua vez convive com eles, nutrindo uma amizade e uma empatia profunda com os mesmos.

Mas o que Harry Potter tem a ver com o Prisma Científico? Continuar lendo

Quem tem medo de Estatística?

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Em qualquer curso que não seja específico da área de Exatas, as pessoas se surpreendem ao verificar que, na grade curricular, é possível notar que será preciso cursar pelo menos uma ou duas disciplinas de estatística. Isso mesmo! Você não leu errado, não. É estatística mesmo. E já sabemos o que você está pensando: “Poxa vida! Escolhi Psicologia/Biologia/Medicina/Sociologia e até aqui a matemática e as disciplinas de exatas me seguem! Aí não vale!” É fato: dez em cada quinze graduandos odeiam a simples ideia de ter que lidar com números e fórmulas novamente. Mesmo assim, não se preocupe, a boa notícia é que a história não precisa ser assim. Continuar lendo

Aprendendo e decidindo: como nosso cérebro toma uma decisão

Aprender sobre o mundo que nos cerca é uma tarefa compartilhada por todos os seres que habitam nosso planeta. Da criança que aprende que se comer todos os vegetais no almoço vai ganhar sorvete de sobremesa ao lodo que cria redes de transporte para se alimentar, todos nós somos eternos alunos e cobaias das provações que nosso ambiente expõe. Este aprendizado servirá de fundamentos para as decisões que serão adotadas no futuro. A criança pode decidir se vale a pena comer todos os vegetais para obter o sorvete ou se prefere manter-se longe do brócolis e da beterraba.

Em um texto anterior do Prisma, a minha amiga Karina Abrahão tratou bem de dois tipos diferentes de tomada de decisão: a baseada em um objetivo futuro (objetivo pontual) ou a decisão habitual (hábito). Meu intuito agora é descrever de que maneira nosso cérebro trabalha para decidir entre as diferentes opções disponíveis no ambiente. Ao longo do texto veremos que uma coisa leva a outra: certos tipos de tomada de decisão estão mais associados com o desenvolvimento do hábito enquanto outros com o objetivo pontual. Continuar lendo

NanoLighting: O mundo dos nanomateriais aplicados a dispositivos emissores de luz

Por Everton Bonturim

A partir de agora uma nova palavra acaba de entrar no seu vocabulário, NanoLighting pode ser definida como uma área de desenvolvimento científico e tecnológico com interesse em dispositivos e sistemas emissores de luz à base de nanomateriais.

nano1Não se trata de um nome consolidado para a área, muito menos uma marca registrada, mas já encontramos seu uso em algumas pautas com a tag nanotechnology. Talvez por ainda se tratar de estudos muito recentes, pode haver um enorme potencial para o termo se tornar uma definição mundialmente conhecida no desenvolvimento de novos dispositivos.

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Quem vai ganhar a Copa do Mundo?

É amanhã!!l! Sim senhor, mesmo em meio a muitas controvérsias, eis que pela segunda vez na história a Copa do Mundo de Futebol será realizada no Brasil.

Neste exato momento muitas pessoas gostariam de saber quem vai ganhar a Copa, seja por mero prazer ou para sair na frente de seu companheiro de trabalho no bolão da empresa!

Apesar daquele bolão entre os amigos ser muitas vezes mais simbólico em relação à quantia, algumas apostas profissionais movimentam muito e muito dinheiro. Neste caso as coisas começam a ficar “ainda mais sérias” e o interesse em acertar cresce ainda mais.

E aí, como prever quem vai ganhar a Copa?

Perguntando ao polvo adivinho? Isto não vai acontecer, até porque nosso amigo Paul não está mais aqui neste plano… À tartaruga Cabeção, nossa substituta diretamente da Bahia? Hum… Vamos à outra alternativa! E uma opção mais com a cara do Prisma Científico!

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Quais fatores predizem o sucesso na carreira científica?

Assim como na maioria das carreiras profissionais, prosperar e crescer no mundo acadêmico não é algo fácil. Para a maioria dos alunos de graduação e pós-graduação envolvidos com a pesquisa científica, ser bem sucedido significa passar em um concurso e tornar-se professor de uma faculdade de qualidade. Estar inserido em um ambiente rico de discussões teóricas e práticas experimentais da ciência é o sonho de muitos jovens aqui no Brasil e no mundo.

No entanto, assim como já discutimos no Prisma (aqui e aqui), o sistema de mensuração da qualidade dos candidatos pelos comitês avaliadores das universidades, a alta competitividade e a maneira como a ciência é feita hoje em dia dificultam o desenvolvimento de um profissional bem estruturado e apto a liderar um grupo de pesquisa. Por conta disso, poucas pessoas conseguem o tão almejado posto de professor/pesquisador principal, e a grande parte que não consegue desiste da carreira após muita luta e sofrimento.

Não seria bom se alguém criasse uma receita de como emplacar um posto de professor em uma faculdade? Bom, alguns pesquisadores chegaram quase lá! Continuar lendo

Uma hora a ciência básica esbarra na tua vida

Ciência BásicaEi, você aí! Isso, você mesmo: você sabe o que é ciência básica? Não? Pois deveria saber afinal muitas das mordomias que temos hoje em dia surgiram de conhecimentos produzidos por ela.

Ciência básica é o estudo sistemático de determinado assunto para aumentar o entendimento de aspectos fundamentais de um fenômeno. Para a ciência básica pouco importa a aplicação específica ou o produto que podem vir a ser desenvolvidos. Ciência básica é dirigida pela curiosidade. Por meio desse texto, quero mostrar que muitas mordomias atuais vieram de pesquisas muito interessantes e sem pretensão de desenvolver algum produto valioso.  Continuar lendo