AIDS, DNA e uma história mal-contada

Certamente você ouviu sobre o abatimento de um avião que sobrevoava a Ucrânia, no mês passado. Um evento terrível, sem dúvidas, com perdas de inestimáveis vidas humanas. Além do acidente em si, o que também me chamou a atenção foi a enxurrada de manchetes, postagens em redes sociais, comentários na rua sobre os cientistas que estavam à bordo da aeronave. Vários sites noticiaram que havia mais de 100 cientistas/ativistas que se dirigiam à uma Conferência sobre AIDS na Austrália. A partir daí, surgiram algumas “teorias da conspiração”, que apontavam que os cientistas haviam descoberto a cura da AIDS e estavam indo ao evento para mostrá-la… e o avião fora abatido para que esta descoberta não se tornasse pública. Como já foi discutido aqui no blog, é importante sempre verificar as fontes antes de sair por aí divulgando fatos. Apenas seis passageiros foram identificados e confirmados como participantes do evento, como mostrado aqui. Vamos supor que, hipoteticamente, a cura da AIDS estivesse em posse de um destes convidados. A cura da AIDS estaria perdida para sempre!……….será? Continuar lendo

Um mar dentro de cada célula

marcação de citoesqueleto

marcação de citoesqueleto

Atualmente a ciência vem adquirindo um poder tecnológico que permite aos pesquisadores investigar detalhes muito específicos. O intrigante, pelo menos para mim, é que com tudo que já sabemos sobre o funcionamento do nosso organismo e de outros animais: fisiologia, bioquímica, genética, comportamento etc, ainda não entendemos com profundidade como a atriz principal, a célula, exerce suas funções nos nossos tecidos, órgãos e sistemas. Isso mostra como a ciência pode avançar em sistemas mais complexos (órgãos) mesmo sem o conhecimento finito dos níveis estruturais de menor escala (tecidos e células, por exemplo). Fica isso como pensamento científico/filosófico desse texto!

O que eu quero abordar aqui é a célula. Continuar lendo

Stigma redigere: O novo feitiço do Harry Potter

harry-potter1Goste ou não, a série de livros da autora inglesa J.K. Rowling, Harry Potter, não é só um sucesso, mas um fenômeno sem precedentes. Com mais de 450 milhões de vendas e traduções para mais de 67 línguas, os livros que contam a história do bruxo mais famoso deixaram sua marca na cultura contemporânea.

Nas entrelinhas da história de Rowling, além da lição de que coragem e amizade são fundamentais na formação do caráter de uma pessoa, uma crítica pungente ao racismo, preconceito e fanatismo é conduzida. No mundo fictício de Harry Potter, alguns bruxos se autodenominam “bruxos de sangue puro”, aqueles nascidos de pai e mãe também bruxos. Tais bruxos consideram-se superiores aos mestiços (pelo menos um pai não é bruxo), seres mágicos que não são de sua raça, e também seres não mágicos, como nós, os “trouxas”. Ao longo da história vemos que se por um lado Voldemort, o bruxo mais terrível de todos os tempos e inimigo de Harry, junto com seus seguidores rejeitam aqueles diferentes, Harry por sua vez convive com eles, nutrindo uma amizade e uma empatia profunda com os mesmos.

Mas o que Harry Potter tem a ver com o Prisma Científico? Continuar lendo

Quem tem medo de Estatística?

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Em qualquer curso que não seja específico da área de Exatas, as pessoas se surpreendem ao verificar que, na grade curricular, é possível notar que será preciso cursar pelo menos uma ou duas disciplinas de estatística. Isso mesmo! Você não leu errado, não. É estatística mesmo. E já sabemos o que você está pensando: “Poxa vida! Escolhi Psicologia/Biologia/Medicina/Sociologia e até aqui a matemática e as disciplinas de exatas me seguem! Aí não vale!” É fato: dez em cada quinze graduandos odeiam a simples ideia de ter que lidar com números e fórmulas novamente. Mesmo assim, não se preocupe, a boa notícia é que a história não precisa ser assim. Continuar lendo

Aprendendo e decidindo: como nosso cérebro toma uma decisão

Aprender sobre o mundo que nos cerca é uma tarefa compartilhada por todos os seres que habitam nosso planeta. Da criança que aprende que se comer todos os vegetais no almoço vai ganhar sorvete de sobremesa ao lodo que cria redes de transporte para se alimentar, todos nós somos eternos alunos e cobaias das provações que nosso ambiente expõe. Este aprendizado servirá de fundamentos para as decisões que serão adotadas no futuro. A criança pode decidir se vale a pena comer todos os vegetais para obter o sorvete ou se prefere manter-se longe do brócolis e da beterraba.

Em um texto anterior do Prisma, a minha amiga Karina Abrahão tratou bem de dois tipos diferentes de tomada de decisão: a baseada em um objetivo futuro (objetivo pontual) ou a decisão habitual (hábito). Meu intuito agora é descrever de que maneira nosso cérebro trabalha para decidir entre as diferentes opções disponíveis no ambiente. Ao longo do texto veremos que uma coisa leva a outra: certos tipos de tomada de decisão estão mais associados com o desenvolvimento do hábito enquanto outros com o objetivo pontual. Continuar lendo

NanoLighting: O mundo dos nanomateriais aplicados a dispositivos emissores de luz

Por Everton Bonturim

A partir de agora uma nova palavra acaba de entrar no seu vocabulário, NanoLighting pode ser definida como uma área de desenvolvimento científico e tecnológico com interesse em dispositivos e sistemas emissores de luz à base de nanomateriais.

nano1Não se trata de um nome consolidado para a área, muito menos uma marca registrada, mas já encontramos seu uso em algumas pautas com a tag nanotechnology. Talvez por ainda se tratar de estudos muito recentes, pode haver um enorme potencial para o termo se tornar uma definição mundialmente conhecida no desenvolvimento de novos dispositivos.

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Quem vai ganhar a Copa do Mundo?

É amanhã!!l! Sim senhor, mesmo em meio a muitas controvérsias, eis que pela segunda vez na história a Copa do Mundo de Futebol será realizada no Brasil.

Neste exato momento muitas pessoas gostariam de saber quem vai ganhar a Copa, seja por mero prazer ou para sair na frente de seu companheiro de trabalho no bolão da empresa!

Apesar daquele bolão entre os amigos ser muitas vezes mais simbólico em relação à quantia, algumas apostas profissionais movimentam muito e muito dinheiro. Neste caso as coisas começam a ficar “ainda mais sérias” e o interesse em acertar cresce ainda mais.

E aí, como prever quem vai ganhar a Copa?

Perguntando ao polvo adivinho? Isto não vai acontecer, até porque nosso amigo Paul não está mais aqui neste plano… À tartaruga Cabeção, nossa substituta diretamente da Bahia? Hum… Vamos à outra alternativa! E uma opção mais com a cara do Prisma Científico!

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